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30/10/2009 - 10h48

Bovespa deve começar pregão com instabilidade

SÃO PAULO - Depois de uma disparada de alta ontem, o pregão desta sexta-feira deve começar de forma instável na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em dezembro oscila entre alta e baixa. Há pouco, o contrato subia 0,23%, a 64.500 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros seguiram em baixa depois da divulgação dos dados sobre a renda e o gasto do consumidor. Em setembro, a renda do americano permaneceu estável enquanto o gasto caiu 0,5%, variação dentro do esperado, mas que marca a primeira em cinco meses.

Também foi divulgado que o custo da mão de obra subiu 0,4% durante o terceiro trimestre, conforme o esperado. Ainda hoje sai uma medição da confiança do consumidor e o indicador de atividade na região de Chicago. Depois de um robusto crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre, os agentes se perguntam se isso já será suficiente para promover algum mudança no viés de política monetária. Com isso, as atenções ficam voltadas para o encontro do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que ocorrer na semana que vem. Outro indicador importante para a definição da instância de política monetária será conhecido na sexta-feira da semana que vem, quando o Departamento de Trabalho dos EUA mostra o comportamento do emprego em outubro. Na Europa, os índices operam sem direção definida, os bancos ganham valor enquanto as empresas de energia passam por correção de baixa. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, avançava 0,18%, mas em Frankfurt, o Xetra-DAX perdia 0,54%. Entre as commodities, o barril de WTI não encontra força para ir acima de US$ 80 o barril. No câmbio, o dólar oscila próximo da estabilidade ante seus rivais europeus. Por aqui, os vendedores seguem atuando. Há pouco, o dólar comercial valia R$ 1,726 na venda, queda de 0,28%. A quinta-feira foi de forte recuperação para os ativos brasileiros e mundiais depois de dois dias de correção. Com apoio do PIB dos EUA, os agentes foram às compras impulsionando uma alta de 5,91% para o Ibovespa, que fechou aos 63.720 pontos. Maior valorização desde 4 de maio. O volume foi elevado, somando R$ 7,31 bilhões. Em Wall Street, o dia também terminou com ganhos expressivos para o Dow Jones, que subiu 2,05%. Já o S & P 500 e o Nasdaq ganharam 2,25% e 1,84%, respectivamente. A Ásia refletiu hoje o tom da quinta-feira. Tóquio teve acréscimo de 1,45%, Xangai avançou 1,20% e Hong Kong se valorizou 2,29%. Destoando, Seul perdeu 0,33%. (Eduardo Campos | Valor)

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