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30/10/2009 - 17h14

Dólar sobe no dia e na semana, mas perde no mês

SÃO PAULO - O mercado de câmbio viveu hoje mais um dia de forte instabilidade. Mas ao contrário do que ocorreu na quinta-feira, nesta sexta os vendedores atuaram pela manhã, enquanto os compradores dominaram o período da tarde.

Depois de cair a R$ 1,719 na mínima, as compras se acumularam conforme o humor externo azedava. Com isso, o dólar comercial fechou o dia com valorização de 1,50%, a R$ 1,755 na compra e R$ 1,757 na venda. Na semana, o dólar subiu 2,57%, maior alta semanal em dois meses. Já no acumulado de outubro, a divisa perdeu 0,85%. No ano, a baixa é de 24,72%. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar subiu 1,36%, para fechar a R$ 1,7537. O volume negociado subiu 12%, para US$ 294,5 milhões. No interbancário os negócios caíram 35%, para US$ 3,1 bilhões.

Para o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a formação da taxa de câmbio acompanha o aumento da incerteza no mercado externo, onde alguns agentes alertam que os problemas da economia americana ainda devem perdurar mais tempo, mesmo com a saída da recessão no terceiro trimestre do ano. Ainda de acordo com Medeiros, parte do pregão foi marcada pela briga para a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) de hoje, que liquidará os contratos futuros de novembro. Os bancos que carregam grandes posições vendidas no mercado futuro pressionaram a taxa para baixo no começo do pregão, mas acabaram perdendo a briga para a cena externa.

Na avaliação do especialista, superado o momento de instabilidade, a moeda americana deve voltar à "normalidade", ou seja, perderá valor em relação ao real.

Medeiros também chama atenção para a mudança de atuação do Banco Central, que vem tomando cada vez menos moeda no mercado à vista. O diretor também nota que desde a imposição do IOF de 2% sobre o capital externo, o volume de câmbio financeiro movimentado no país caiu de forma sensível, mas que um quadro melhor sobre os efeitos da medida só poderá ser formado na semana que vem, com a divulgação de novos dados pela autoridade monetária.

(Eduardo Campos | Valor)

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