SÃO PAULO - Os índices nova-iorquinos terminaram a sexta-feira com perdas, mas acumularam ganhos no mês. O pregão do dia foi afetado por indicadores macroeconômicos piores e pela baixa no setor financeiro, que forçaram um ajuste após os ganhos de quinta, que por sua vez resultaram da retomada de crescimento do PIB americano.
O Dow Jones caiu 2,51%, para 9.712 pontos, e fechou a semana com queda de 2,6%, com estabilidade em outubro, após três meses seguidos de alta. O Standard & Poor's fechou o dia em baixa de 2,81%, a 1.036 pontos, e o Nasdaq caiu 2,50%, para 2.045 pontos. Ambos fecharam a semana com queda de 4% e 5,1%, respectivamente. No mês de outubro, o S & P cedeu 2% e o Nasdaq caiu 3,6% após sete meses consecutivos de ganhos.
A financeira CIT Group despertou preocupações e viu seus papéis caírem 24,21% (US$ 0,72 ) após o investidor Carl Icahn concordar em dar suporte para um plano de pré-recuperação judicial. Acompanharam o movimento de perdas papéis do Citigroup, que cederam 5,10% (US$ 4,09), e os da American Express, que recuaram 4,39% (US$ 34,84).
No âmbito macroeconômico, os gastos dos consumidores americanos apontaram uma queda inesperada de 0,5% após cinco meses de aumento. Os analistas esperavam nova evolução nesse indicador para setembro. Também o indicador de sentimento dos consumidores declinou de 73,5 pontos para 70,6 pontos.
O fantasma da quebra de uma instituição financeira, somada a uma piora da disposição de gastos por parte dos consumidores, devolveu aos investidores o temor de um novo mergulho na recessão, movimento pelo qual os analistas costumam qualificar de recuperação em "W".
(Bianca Ribeiro | Valor, com agências internacionais)