SÃO PAULO - Não foi inesperado o pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos pelo CIT Group. Há meses, a instituição americana especializada na concessão de crédito para pequenas e médias empresas lutava para sobreviver.
Para alguns analistas, apesar de não ser uma surpresa total, a situação enfrentada pelo CIT é um sinal preocupante da fragilidade continuada no sistema financeiro. O colapso da instituição de mais de 100 anos, anunciado no fim de semana, deixará uma conta de US$ 2,3 bilhões para os contribuintes dos Estados Unidos.
Em comunicado, o CIT pediu ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos no Distrito Sul de Nova York a rápida aprovação de seu plano. A expectativa é reduzir a dívida total em cerca de US$ 10 bilhões durante o período sob o Capítulo 11 e emergir da falência no fim do ano.
A entidade explicou que nenhuma de suas subsidiárias operacionais será afetada pelo pedido de proteção contra credores, o que permitirá que continuem funcionando.
O CIT reportou ativos totais de US$ 71 bilhões e dívidas de quase US$ 65 bilhões, o que torna a quebra da instituição a quinta maior da história americana, atrás de empresas como Lehman Brothers e General Motors (GM).
(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)