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04/11/2009 - 17h43

Dólar mantém trajetória e cai 0,97% em pregão otimista

SÃO PAULO - O dólar comercial deu continuidade à trajetória de baixa retomada ontem e fechou em forte queda. Analistas do segmento avaliam que a alta apurada nos dias anteriores pode ser entendida como um ajuste e que a direção desse mercado daqui para o final do ano continua sendo de depreciação da moeda americana.

Depois de recuar a R$ 1,7230 na mínima do dia, a moeda terminou com desvalorização de 0,97%, a R$ 1,7260 na compra e R$ 1,7280 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar caiu 1,04%, para fechar a R$ 1,7280. O volume negociado atingiu US$ 168,2 milhões.

Nesta jornada, os agentes levaram em conta a desvalorização da divisa também em relação a outras moedas como euro. Flávio Serrano, economista-sênior do BES Investimentos, destaca que a valorização de commodities também está diretamente associada ao movimento.

Além disso, no mercado acionário o ânimo foi grande na ponta de compra, com ganhos tanto na Ásia, como na Europa e Wall Street. No Brasil não foi diferente e a Bovespa subiu mais de 2% nesta sessão. Os agentes avaliam que o fluxo de recursos ainda é forte no mercado internacional e que parte dele continua vindo para o mercado brasileiro mesmo com IOF de 2% sobre capital externo em bolsa.

O Banco Central executou leilão no mercado à vista, tendo comprado moeda a R$ 1,7272 em operação encerrada às 15h40. Na semana passada o banco informou ter comprado US$ 221 milhões no mercado de câmbio à vista. O volume foi menor que os US$ 541 milhões comprados na semana anterior.

Na nota de fluxo cambial, outubro foi o sétimo mês consecutivo de fluxo positivo. A entrada líquida registrada apenas no mês passado, de US$ 14,598 bilhões, supera os US$ 11,232 bilhões que haviam ingressado no país de abril a setembro.

Serrano avalia que até dezembro a divisa americana deverá continuar oscilando entre R$ 1,70 e R$ 1,78, podendo mudar de direção no ano que vem, quando algumas variáveis pesarão a favor do dólar.

No curto prazo, os agentes continuarão monitorando medidas de peso para a economia global, como as perspectivas para o juro nos países desenvolvidos, bem como eventuais medidas domésticas para conter a desvalorização da moeda, ainda que o BC venha reiterando não ter nada planejado até o momento.

Jorge Knauer, gerente de tesouraria do Banco Prosper, destaca que o comunicado do Federal Reserve (Fed) de hoje poderia vir a alterar as condições de operação para amanhã, lembrando que qualquer movimento de restrição ou aperto monetária tende a diminuir o fluxo de moeda para cá.

(Bianca Ribeiro | Valor)

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