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Dormir pouco e não se exercitar; veja erros na preparação para concursos

William Douglas

William Douglas

  • Getty Images/iStockphoto

Errar faz parte do processo de aprendizado. Não só do concurseiro, mas de qualquer pessoa. Quando erramos, podemos rever os aspectos que ainda precisam de atenção e nos prepararmos melhor para a próxima investida, a próxima prova, a próxima oportunidade.

Existem alguns erros, no entanto, que o candidato deve reparar desde o princípio de sua preparação para evitar que seja mais prejudicado no futuro. São erros imperdoáveis, por assim dizer, mas contornáveis. São exemplos: deixar de montar um quadro de horários, cortar horas de sono ou deixar de fazer exercícios físicos.

Insistir em cada um desses pode ter um resultado catastrófico a longo prazo e, por isso, devem ser corrigidos o quanto antes.

Erros perdoáveis

Alguns erros, no entanto, são perdoáveis, principalmente por serem comuns e corriqueiros.

A ansiedade, por exemplo. Acreditar que aquela prova, aquele concurso, aquele certame específico é a sua única oportunidade e que, se falhar, não poderá mais tentar, que foi um esforço em vão, é bastante comum e, digo, perdoável. É fruto da falta de maturidade na preparação.

Para casos como esses existe o mantra: "Concurso não se faz para passar, mas até passar". Se o concurseiro não se apequena diante desses desafios, ele ganha confiança para superá-los.

Erro "imperdoável"

O único erro verdadeiramente "imperdoável" que um concurseiro pode cometer é não acreditar em sua aprovação e, por isso, não fazer o que precisa ser feito para obtê-la. E não adianta pedir perdão para isso. Não se trata de perdão, mas de resultado.

Você, ser humano, leitor, será perdoado por todos os erros que cometer. Sempre haverá uma explicação imediata para qualquer vacilo que dê. Você será perdoado, mas não aprovado, entendeu? A questão é que o erro afasta você do que sonha.

Logo, não se foque na "perdoabilidade" ou "explicabilidade" do erro, não gaste seu tempo com desculpas e autopiedade, mas na superação de obstáculos pessoais e circunstanciais para cumprir a meta pessoal eleita.

Vale dizer que, nesse sentido, um erro grave é o excesso de confiança, que é tão prejudicial ou até mais que a falta de confiança. Se você está pagando o preço, jogando o jogo e realmente se dedicando à sua preparação, pode ser aprovado e deve acreditar nisso, mas não perca a humildade pelo caminho.

Reprovação é mal que vem para o bem

Como dita o conhecimento popular, há males que vem para o bem. A reprovação é um típico caso de "mal que vem para o bem." Ela o ajuda a estabelecer o que ainda falta em sua preparação e quais os pontos que devem ser reforçados. A prova e a reprovação são os termômetros de sua preparação.

Por isso digo que ser reprovado é normal e que não é uma coisa ruim, ao contrário. A reprovação é uma oportunidade única de conhecer exatamente os pontos de falha e de poder modificá-los e, acredite, poucas são as oportunidades em nossa vida em que sabemos exatamente por onde começar a mudar.

Não podemos escolher o que vai acontecer conosco, mas podemos escolher nossa atitude em relação ao que acontece conosco. Se tivermos essa postura, qualquer mal, ou erro, que aconteça pode ser massa de modelar um crescimento ou evolução pessoal.

Também acredito na Bíblia, que diz que Deus transforma o mal em bem e, como creio que somos todos instrumentos Dele, esse poder de transmutação está disponível para nós, basta escolhermos usá-lo. Portanto, seja instrumento de transformação e aprenda a superar erros "imperdoáveis".

William Douglas

William Douglas é juiz federal, autor e professor.

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