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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Novas tecnologias vão tornar a produção da Petrobras mais sustentável

João Henrique Rittershaussen

João Henrique Rittershaussen

Diretor executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, há 34 anos na empresa. É graduado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em engenharia de petróleo pela Petrobras, com MBA em gestão de negócios pela Coppead (UFRJ) e advanced management program pela Insead (Institut Européen d'Administration des Affaires) na França.

09/01/2022 04h00

A indústria de petróleo e gás é de longa maturação e, por isso, a Petrobras já começou a desenvolver os projetos e novas tecnologias que materializam as escolhas estratégicas da empresa em direção ao futuro.

Desenvolvemos hoje o que será grande parte do parque operacional da Companhia daqui a 20 anos. Estamos inovando ao adotar novas tecnologias para tornar a produção de petróleo e derivados mais eficiente e sustentável, tanto nas nossas atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás em alto mar como nas refinarias e ativos de gás em terra.

No segmento de E&P, por exemplo, a Petrobras se prepara para colocar em operação uma nova geração de plataformas, resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal. Os novos projetos trarão aumento da capacidade produtiva - entre 180 e 225 mil barris por dia, mais eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa.

Vamos instalar 15 novas plataformas marítimas de produção de petróleo no Brasil até 2026. É quase a metade do total de 37 unidades desse tipo a serem instaladas no mundo no período, segundo dados da consultoria IHS.

São plataformas chamadas de FPSO, cuja sigla em inglês significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo. A Petrobras já é considerada a maior operadora desse tipo de plataforma no mundo: temos 35 em operação, entre unidades próprias e afretadas.

Em geral, quando se pensa na produção em alto mar, a plataforma é o que simboliza a atividade. No entanto, um sistema completo de produção é composto também por poços, equipamentos e dutos submarinos, localizados abaixo da linha d'agua do mar.

A complexidade e tamanho dos sistemas impressionam. Uma plataforma, como o FPSO Carioca, por exemplo, pode chegar ao peso de 245 Boeings 747 (97 mil toneladas), ter uma altura de quase quatro vezes o Cristo Redentor (aproximadamente 135 metros) e ter o comprimento de três campos de futebol (332m). Já os poços do campo de Búzios podem chegar a quase 7 km de profundidade, o que equivale a mais de dois Picos da Neblina.

São nessas estruturas de alta tecnologia e complexidade que a Petrobras está incorporando soluções tecnológicas aliadas à transição para uma economia global de baixo carbono.

Patenteamos uma tecnologia inédita para separação de óleo e gás no fundo do oceano: High Pressure Separation (separação em alta pressão) - de forma abreviada, HISEP . A solução permite que o gás que sai do reservatório seja separado e reinjetado a partir de um sistema localizado no leito marítimo. O teste-piloto da tecnologia será realizado no campo de Mero.

Com a tecnologia HISEP, a produção do campo é ampliada, além de permitir uma menor emissão de gases de efeito estufa para cada barril de óleo produzido e menores custos de produção
Também desenvolvemos o primeiro sistema marítimo em águas ultraprofundas para reinjeção de CO2 da indústria.

Nosso programa de captura, uso e armazenamento geológico de CO2 (Carbon Capture, Utilization and Storage - CCUS) é considerado o maior do mundo em operação, em volume reinjetado anualmente, e o pioneiro em águas ultraprofundas.

Além disso, estamos investindo em projetos de FPSOs totalmente eletrificados, com uma configuração mais eficiente que permite utilizar menos combustível para geração de energia na plataforma. O projeto pode reduzir até 20% das emissões em relação à configuração atualmente adotada.

No segmento de refino, a Petrobras está implantando projetos para se posicionar entre as melhores refinadoras do mundo, em termos de eficiência e desempenho operacional, com produtos de maior valor agregado e menores emissões. Estamos em ritmo acelerado na adequação e ampliação de unidades de produção de Diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre, portanto menos poluente.

Outro projeto relevante é a ampliação da nossa capacidade do escoamento da produção do gás natural do pré-sal da Bacia de Santos por meio de uma terceira rota de gasoduto (Rota-3)que começará a operar em 2022 com capacidade de 21 milhões de m³ de gás por dia.

A cultura de inovação da Petrobras está mais viva que nunca. A Petrobras tornou-se a empresa brasileira com maior número de registros de patentes junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 2021. Foram 112 pedidos até o dia 23 de dezembro. Com essa marca, a empresa superou todos os depositantes nacionais: empresas, universidades e Institutos de Ciência e Tecnologia - e superou o recorde anterior de pedidos no INPI, alcançado em 2014 por outra instituição.

A alta tecnologia e a excelência técnica estão no DNA da Petrobras e dos seus empregados. É isso que nos leva a pesquisar e encontrar soluções de negócios, contribuir positivamente para a sociedade e nos preparar para um futuro sustentável.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL