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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Vendas do Assaí batem recorde de R$ 11 bi no tri; vale investir nas ações?

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Imagem: Reprodução / Internet
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Márcio Anaya

Jornalista especializado em Economia, com pós-graduação em Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – USP. Trabalhou como repórter e editor de companhias abertas por cerca de 20 anos, integrando as redações da Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Atua desde 2018 como colaborador de portais de investimento e entidades sem fins lucrativos

Colaboração para o UOL, de São Paulo

24/05/2022 09h00

Esta é uma versão online resumida da edição desta semana da newsletter A Companhia, que hoje analisa se é o momento ou não de comprar ações do Assaí e pontos positivos e negativos da empresa. Na newsletter completa, apenas para assinantes, veja perspectivas da empresa no médio e longo prazo, para qual perfil de investidor esta ação é indicada, se ela está barata e quais os valores de compra e venda recomendados. Para assinar o boletim semanal e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

O destaque da semana na newsletter A Companhia é o Assaí Atacadista (ASAI3), escolhido por Matheus Jaconeli e Bruna Sene, analistas da Nova Futura Investimentos.

Neste início de ano, a empresa registrou um recorde de vendas para um primeiro trimestre, totalizando R$ 11,4 bilhões no intervalo, com alta de 21% frente a igual período de 2021.

Conforme o balanço trimestral, o grupo vem fortalecendo sua presença no Norte e Nordeste do país e já inaugurou cinco lojas nessas regiões -consideradas de alto potencial de crescimento.

Nos últimos 12 meses, 32 unidades foram abertas, o que correspondente a um avanço de aproximadamente 22% da área de vendas.

Após a separação do Grupo Pão de Açúcar, as ações do Assaí estrearam na B3 no dia 1 de março de 2021 e, no acumulado daquele ano, registraram queda de aproximadamente 9%. Em 2022, até 18 de maio, os papéis apresentam valorização de quase 20%.

Saiba mais sobre o Assaí

O Assaí atua no segmento atacado de autosserviço e detém uma elevada participação de mercado, em torno de 29% - com avanço de oito pontos percentuais nos últimos seis anos.

Em 2017, tornou-se a maior marca do grupo francês Casino em termos mundiais, considerando a receita bruta.

Um dado interessante é o de que a empresa possui forte participação entre a população de classe média. As faixas de consumo A e B respondem atualmente por 25% dos clientes do atacadista. A liderança fica com a classe C, com 61% do total.

Atualmente, o Assaí possui 217 lojas em operação, somando uma área total de vendas de 991 mil metros quadrados.

Por que as ações do Assaí são uma oportunidade para investir?

Segundo Jaconeli, mesmo com a pressão nas margens de lucro com o aumento da inflação e dos custos, o Assaí ainda possui perspectivas positivas, dado o crescimento da fatia de mercado da companhia com a aquisição dos hipermercados que possuíam a marca Extra e passarão a gerar receita adicional.

Outro fator importante, diz o analista, está relacionado ao setor de atuação da companhia: alimentos são essenciais e têm de ser consumidos mesmo em crises. "Por mais que a inflação impacte o orçamento das famílias, elas continuarão comprando itens de supermercado, chamados de bens necessários. Assim, há perspectiva de avanço da receita."

Pontos a favor

  • Crescimento visto nos últimos anos e potencial de expansão com a incorporação dos hipermercados que pertenciam ao Extra, o que vem em paralelo com o incremento no número de lojas pelo país;
  • Como atua no segmento de bens necessários, espera-se um fluxo de receitas para a companhia. Além disso, o ramo de atacarejo (que reúne atacado e varejo) tende a ser mais barato quando comparado às outras categorias de mercado.

Pontos contra

  • Dívida ainda relativamente alta, o que pode gerar custo por causa do aumento dos juros;
  • Queda de quase 11% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2022, no comparativo anual, para R$ 214 milhões. Tal resultado, no entanto, tende a ser momentâneo, uma vez que as receitas dos estabelecimentos que estavam como Extra Hipermercados ainda não foram contabilizadas, pois muitas unidades estão em fase de transição. Quando voltarem a operar, os lucros tendem a subir.

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