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Carla Araújo

Correios preveem impactos do coronavírus e devem ajudar com vacina

General Floriano Peixoto Vieira Neto - Divulgação
General Floriano Peixoto Vieira Neto Imagem: Divulgação
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

16/03/2020 11h15

A pandemia do coronavírus deve ter impacto para demandas nos serviços dos Correios. A expectativa é de que as encomendas aumentem diante do isolamento progressivo da população. Em outra frente, a estatal ainda se prepara para auxiliar na busca por vacina para combater o vírus.

As medidas estão sendo estudadas mesmo em meio ao processo de enxugamento de sua estrutura para uma futura privatização - desejada pela equipe econômica.

"O volume das encomendas não foi afetado e acreditamos, inclusive, que será aumentado, em razão do recolhimento doméstico das pessoas que, por esse motivo, passarão a optar mais por adquirir produtos por via eletrônica", afirmou o presidente da empresa, general Floriano Peixoto à coluna.

O presidente dos Correios avalia que os negócios da empresa podem ter impacto por conta do comércio eletrônico de mercadorias vindas do exterior.

"Pelas dificuldades dos países de origem em enviar os produtos, especialmente a China, que já está retornando à situação normal, assim como alteração de rotas aéreas que passavam por países que passaram a impor maior rigor no tráfego aéreo internacional", explicou.

De acordo com Floriano Peixoto, o órgão está acompanhando o tema em conformidade com as orientações recebidas do Ministério da Saúde e fez orientações aos seus funcionários direcionadas a profilaxia e prevenção.

Vacina

O general afirmou que haverá apoio da estatal no transporte de material biológico para pesquisas de vacina contra o coronavírus, a partir do Instituto Butantã, em São Paulo, para vários laboratórios de pesquisa em âmbito nacional. "Esse apoio tem a duração inicial de três meses, renováveis, a critério do Instituto", disse.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.