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Carla Araújo


Ramos demonstra irritação com Celso de Mello e pede respeito ao presidente

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

01/06/2020 16h37

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, explicitou a insatisfação do governo com as recentes declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, e pediu respeito ao presidente Jair Bolsonaro.

"Comparar o nosso amado Brasil à "Alemanha de Hitler" nazista é algo, no mínimo, inoportuno e infeliz. A Democracia Brasileira não merece isso. Por favor, respeito o Presidente Bolsonaro e tenha mais amor à nossa Pátria", escreveu o ministro nesta segunda-feira, em suas redes sociais.

Ontem, Celso de Mello criticou os movimentos de apoiadores do presidente Bolsonaro e enviou mensagem aos colegas de Corte fazendo comparação do momento atual com o regime da Alemanha.

A mensagem de Ramos hoje, apesar de claramente dirigida a Celso de Mello, segundo auxiliares do ministro, é para reforçar que o governo exige "limites em algumas manifestações" vindas de ministros do STF.

Celso de Mello, que autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial no inquérito que apura suposta interferência do presidente na Polícia Federal, e Alexandre de Moraes, que seguiu uma ação que atingiu aliados do presidente por espalharem notícias falsas, têm sido alvos das reclamações do presidente e também de manifestantes a seu favor.

Ramos é o ministro responsável pela articulação com o Congresso, uma das suas principais missões é dialogar.

O limite que Ramos tenta impor aos magistrados, pelas redes sociais, porém, tem um potencial de perpetuar ainda mais a crise vivida entre os dois poderes.

"Ele não falou das instituições, não criticou o STF, mas avaliou que não podia ficar em silêncio e tolerar essas acusações", disse um auxiliar.

No domingo, dia que Bolsonaro participou de mais uma manifestação em Brasília, que havia pedidos antidemocráticos de fechamento do STF e do Congresso, Ramos também usou as redes sociais para apoiar o presidente.

"Sou seu amigo pessoal há mais de quarenta anos e sei dos ataques injustos que ele sofre de todos os espectros políticos. Assim como ele, respeito as instituições e os valores democráticos do país. Estamos juntos. Presidente!

Carla Araújo