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Prisão de Fabrício Queiroz dá sobrevida a Weintraub

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados -
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

18/06/2020 14h02Atualizada em 18/06/2020 14h07

A quinta-feira estava preparada para que o presidente Jair Bolsonaro concluísse - a então já decidida - demissão do ministro da educação Abraham Weintraub, mas a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, mudou a crise no Palácio do Planalto.

"Não conseguimos fechar uma crise e já vem outra", admitiu um auxiliar palaciano.

De acordo com um ministro, "é evidente" que o presidente Jair Bolsonaro agora tem uma preocupação maior para resolver.

Bolsonaro não falou com apoiadores hoje pela manhã e discute desde cedo com auxiliares próximos uma estratégia de reação. Um auxiliar admitiu que o caso envolvendo a família é uma "pólvora para o governo".

Segundo relatos feitos à Folha de S. Paulo, Bolsonaro se queixou de que estão tentando a todo custo encontrar alguma evidência que o prejudique, mas ressaltou que reagirá ao que chamou de cerco jurídico.

Em tom de despedida

Segundo um auxiliar próximo do presidente, a situação do ministro é de sobrevida. "Acho que o Weintraub não se segura", disse. Outro assessor disse que apesar de a decisão ja ter sido tomada o "timing" agora também terá que ser avaliado. "O presidente pode surpreender, mas acho difícil que a demissão aconteça ainda hoje", disse uma fonte.

Hoje, em um dos atos que poderia ser o seu último na pasta, Weintraub revogou hoje uma portaria da sua pasta que estabelecia a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação.

No Twitter, o ainda ministro da educação continuou a interagir com internautas. Desde ontem, o ministro tem feito agradecimentos em tom de despedida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.