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Carla Araújo

Comissão de Ética vai analisar pedido de suspensão de salário de Moro

O ex-ministro Sergio Moro - Andre Coelho/Getty Images
O ex-ministro Sergio Moro Imagem: Andre Coelho/Getty Images
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

23/06/2020 12h16Atualizada em 23/06/2020 13h56

O presidente da Comissão de Ética da Presidência da República (CEP), Paulo Henrique dos Santos Lucon, afirmou à coluna que o colegiado vai voltar a discutir o direito ou não de quarentena do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. "Vamos analisar", disse o presidente, informando que a reunião está marcada para dia 30 de junho.

A reação da Comissão de Ética se deve ao fato de que o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado entrou com pedido ao TCU (Tribunal de Contas da União) para que Moro pare de receber salário no período de quarentena após ter deixado o cargo no governo federal. A justificativa é que o ex-ministro ganhou uma coluna recentemente na revista Crusoé e escreveu um artigo para o jornal O Globo.

Em junho, a Comissão de Ética decidiu proibir o exercício da advocacia por Moro pelos próximos seis meses. Além disso, o colegiado liberou o ex-ministro para ser professor e escrever artigos em jornais e revistas.

Moro, assim como acontece com autoridades que têm acesso privilegiado a informações do Estado, recebem durante seis meses a remuneração que tinham. Ou seja, Moro ainda receberá o seu salário de ministro, de mais de R$ 30 mil, até outubro deste ano.

Decisão não foi unânime

A única decisão que teve votos contrários na reunião de junho foi justamente a consulta feita pelo ex-ministro para ser articulista de jornal e revistas. Pouco depois da decisão, o ex-ministro tornou-se colunista da revista Crusoé.

Dos cinco conselheiros que fazem parte atualmente da Comissão de Ética, foram contrários a decisão de o ex-ministro de publicar artigos: Gustavo do Vale Rocha e Milton Ribeiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.