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Carla Araújo

Lançamento de nota de R$ 200 está agendado para o dia 2 de setembro, diz BC

Prédio do Banco Central em Brasília - ADRIANO MACHADO
Prédio do Banco Central em Brasília Imagem: ADRIANO MACHADO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

27/08/2020 19h49

Em parecer enviado à ministra Cármen Lucia, do STF (Supremo Tribunal Federal), o Banco Central informou que a nova cédula de R$ 200 será apresentada no próximo dia 2 de setembro.

No dia 29 de julho, sem dar mais detalhes o BC fez uma coletiva para anunciar que colocaria a nova moeda em circulação e que ela seria estampada por um Lobo-Guará.

O documento em que consta a data oficial do anúncio é assinado pelo presidente do BC, Roberto Campos Netto. Ele enviou o parecer ao STF por conta de uma ação proposta por alguns partidos de oposição que questionavam as razões de o BC criar uma nova nota.

No último dia 25, Cármen Lúcia deu o prazo de 48 horas para o BC enviar seus argumentos.

Coronavírus e o entesouramento

Nos documentos, o BC também enviou um parecer jurídico alegando que por conta do cenário da pandemia do coronavírus houve um aumento de dinheiro retirado de circulação, o chamado entesouramento. Além disso, a criação do auxílio emergencial, que pagará cinco parcelas de R$ 600 também exigiu mais moeda.

O BC diz que chegou a pensar na possibilidade de emitir mais notas com os valores já existentes "junto a fornecedores internacionais, tendo em vista que a capacidade de produção da CMB se encontrava no limite de suas possibilidades operacionais, como também noticiado", afirma.

"Entretanto, em consulta preliminar de mercado, constatou-se que as casas impressoras de porte internacional, que não chegam a duas dezenas, estão de forma geral com sua capacidade de produção comprometida com o atendimento a seus contratantes usuais, outros países que também observaram forte entesouramento em razão da emergência relacionada ao coronavírus", completa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.