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Carla Araújo

Anvisa concede certificação de boas práticas para fábrica da CoronaVac

Foto ilustrativa da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan - Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Foto ilustrativa da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

21/12/2020 21h38Atualizada em 21/12/2020 21h59

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu a certificação de boas práticas de fabricação para a fábrica da vacina CoronaVac. As resoluções que atestam a medida foram publicadas nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.

Segundo a agência, a avaliação técnica da equipe inspetora, que foi até a China visitar a fábrica da Sinovac, e a revisão técnica foram nesse final de semana (20/12). "Assim, foram antecipados em cerca de 10 dias da previsão inicial a publicação da decisão sobre a certificação", informou a Anvisa, em nota.

A etapa finalizada é um dos pré-requisitos para a continuidade tanto do processo de registro da vacina da Sinovac, quanto de um eventual pedido de autorização de uso emergencial dessa vacina que vier a ser apresentado à Anvisa.

"Também faz parte dos esforços contínuos da Agência para disponibilizar vacinas para a população com qualidade, segurança e eficácia no menor tempo possível", disse a agência. A certificação, de acordo com o texto publicado no Diário Oficial, tem validade de dois anos.

Nesta segunda-feira (21), o jornal norte-americano Wall Street Journal afirmou que a CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac, contra a covid-19, demonstrou ter eficácia no teste de fase 3, realizado no Brasil.

São Paulo aguarda mais lotes

Também nesta segunda, o governo de São Paulo afirmou que que o estado vai receber na próxima quinta-feira um lote com matéria-prima para mais 5,5 milhões de doses da CoronaVac — com isso, a expectativa das autoridades paulistas é que até 31 de dezembro o estado tenha 10,8 milhões de doses disponíveis.

Apesar da produção das vacinas, o governo paulista ainda não apresentou os estudos sobre a fase 3 de testes da CoronaVac para a Anvisa. A taxa de eficácia do imunizante também não foi divulgada. Para que a vacina seja aplicada, é preciso registro na agência regulatória.

Segundo o governo de São Paulo, os resultados da fase 3 dos testes da CoronaVac devem ser enviados à Anvisa no próximo dia 23, ao mesmo tempo em que serão apresentados à agência chinesa. A data de entrega desses estudos já foi adiada duas vezes.