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Carla Araújo

Após saída do presidente da Eletrobras, Ministério defende privatização

Eletrobras - Reprodução
Eletrobras Imagem: Reprodução
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

25/01/2021 14h52

Após o anúncio da saída do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, oficializado em fato relevante divulgado pela companhia no último domingo, o Ministério de Minas e Energia divulgou uma nota, nesta segunda-feira (25), em que afirma que estatal continuará um processo de melhoria da eficiência operacional.

A nota não cita especificamente os planos de privatização da empresa, mas fala que "o governo federal entende que a capitalização da Eletrobras é essencial e necessária para a recuperação de sua capacidade de investimento".

"Com a capitalização, a Eletrobras se tornará uma corporação brasileira de classe mundial, com capital pulverizado, focada em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, tornando-se uma das maiores empresas de geração renovável do mundo", afirma o MME.

Com a saída de Wilson Ferreira Junior, a possibilidade de privatização pode levar ainda mais tempo e demorar para de fato vingar. Em dezembro do ano passado, o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), defendeu que a privatização da Eletrobras será um dos temas prioritários do Congresso em 2021.

Apesar disso, mesmo dentro do governo, na ala que defende as privatizações, há um certo desânimo com o ritmo dentro do ministério da Economia e descrença com algum avanço nos planos.

Conselho

O Ministério de Minas e Energia destacou na nota que Wilson Junior "permanecerá como membro do Conselho de Administração, no qual continuará dando a sua contribuição para a melhoria da gestão e governança da Empresa".

A nota não dá mais detalhes do motivo da renúncia do presidente, que alegou "motivos pessoais". A BR Distribuidora, no entanto, comunicou hoje que "o executivo Wilson Ferreira Jr. foi convidado para ser o presidente da empresa no lugar de Rafael Salvador Grisolia, que deixará o posto em 31 de janeiro".

A princípio Wilson Junior continuará no cargo até o dia 5 de março. Segundo fontes do governo, ainda não foi decidido o nome do sucessor.

Gestão

O Ministério agradece aos quatro anos e meio que Wilson Junior comandou a empresa e diz que ele "liderou um processo de melhoria da eficiência operacional, a qual será mantida". "Desta forma, será dado prosseguimento às ações de redução de custos e de aprimoramento da estratégia de sustentabilidade da Eletrobras", diz.

"O Ministério de Minas e Energia reafirma seu compromisso para tornar a Eletrobras mais forte, mais eficiente e mais competitiva, contribuindo, desta forma, para fomentar o desenvolvimento do setor elétrico e proporcionar maiores investimentos, gerando emprego e renda para a população brasileira, com menores custos para o consumidor de energia", finaliza o comunicado.

Mercado

O anúncio da saída do presidente da Eletrobras repercutiu mal no mercado. Os papéis da empresa operam em forte queda nesta segunda-feira na Bolsa de Nova York. O mercado acionário brasileiro está fechado devido a feriado em São Paulo.