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Carla Araújo

REPORTAGEM

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Guedes diz que estenderá auxílio, mas depois nega e cita novo Bolsa Família

2.set.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília - Adriano Machado/Reuters
2.set.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

01/10/2021 12h25

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou nesta sexta-feira (1), durante evento no Palácio do Planalto, que o governo estenderá o auxílio emergencial, mas depois negou que a decisão esteja tomada.

À coluna, Guedes afirmou que quis se referir ao Auxílio Brasil, programa que o governo quer lançar em novembro para substituir o Bolsa Família. Para explicar sua falha, o ministro disse que o contexto que ele falava era da extensão da proteção aos vulneráveis e que para ter o novo Bolsa Família o governo precisará aprovar a reforma do IR (Imposto de renda) e a PEC dos Precatórios.

"Daqui até o fim do ano o ministro Tarcísio (Infraestrutura) vai vender mais 22 aeroportos. O ministro Marinho (Desenvolvimento Regional) vai fazer as obras, terminar as obras que ficaram inconcluídas. O ministro João Roma (Cidadania) vai estender o auxílio emergencial. Quer dizer, então, nós somos um time remando pelo Brasil", disse Guedes, na cerimônia.

Logo depois da fala de Guedes causar confusão, o ministério da Economia divulgou uma nota oficial esclarecendo que "o governo quer estender a proteção aos cidadãos em situação de vulnerabilidade com o novo programa social Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família".

"No contexto de explicar de onde sairão os recursos para financiar essa expansão de gastos, o ministro Paulo Guedes citou a necessidade de aprovação da Reforma do Imposto de Renda e também da PEC dos precatórios no Congresso Nacional. Em sua fala durante o evento de comemoração dos 1.000 dias de governo no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (01/10), o ministro falou em "Auxílio Emergencial" em vez de "Auxílio Brasil"", afirmou a pasta.

Auxiliares do ministro disseram que foi um "ato falho", admitiram que o tema está em estudo, mas que não há definição ainda. Apesar da fala de Guedes, dentro do ministério da Economia ainda há resistência na extensão do benefício.

A assessoria do Ministério da Cidadania, que comanda o benefício, também afirmou que o ministro Guedes se confundiu e disse que o tema ainda está sendo debatido.

O auxílio emergencial termina neste mês e o governo quer solucionar os entraves para poder lançar já em novembro o novo Bolsa Família.

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