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Carla Araújo

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Dallagnol pede para sair do Ministério Público e não descarta vida política

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Rafael Neves, do UOL em Brasília

04/11/2021 16h09

O procurador da República Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato, decidiu pedir exoneração do MPF (Ministério Público Federal). A colegas, o procurador disse que pretende advogar, mas não descartou entrar para a carreira da política. A portaria com a renúncia do procurador deve ser publicada em breve.

Em vídeo publicado hoje em suas redes sociais, Dallagnol disse que se despede "com orgulho" de sua carreira de 18 anos no MPF, mas não explicou o que fará no futuro. O procurador afirmou apenas que decidiu abandonar o órgão devido a "retrocessos" no combate à corrupção. "Eu creio que agora eu posso fazer mais pelo país fora do Ministério Público, lutando com mais liberdade pelas causas", disse.

Dallagnol começou a ganhar notoriedade após a primeira fase da Lava Jato, em março de 2014, quando o MPF criou uma força-tarefa para apurar o caso. Escolhido para chefiar o grupo, o procurador passou a aparecer com frequência em entrevistas coletivas à imprensa, nas quais revelava desdobramentos das investigações.

Na mais famosa destas entrevistas, em setembro de 2016, Dallagnol fez uma apresentação em PowerPoint para ilustrar a primeira denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, o procurador classificou Lula como "comandante máximo" do esquema de corrupção na Petrobras.

Uma série de reportagens publicadas pelo site The Intercept e outros veículos de comunicação, a partir de 2019, mostrou que o então ministro da Justiça Sergio Moro, ex-juiz federal que conduziu a operação até entrar para o governo Bolsonaro, orientou investigações da Lava Jato em Curitiba por meio de mensagens trocadas com Dallagnol pelo aplicativo Telegram.

Moro, que deixou a magistratura, confirmou recentemente que se filiará ao Podemos no dia 10 de novembro. A expectativa do partido é que o ex-ministro da Justiça saia como candidato à Presidência, para concorrer com Bolsonaro e Lula, mas o martelo ainda não foi batido.