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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Orçamento não prevê desoneração da folha, e governo pede remanejamento

23.nov.2021 - Deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), durante audiência da CMO - Billy Boss/Câmara dos Deputados
23.nov.2021 - Deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), durante audiência da CMO Imagem: Billy Boss/Câmara dos Deputados
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

23/12/2021 14h39

O Orçamento de 2022, aprovado pelo Congresso nesta semana, não prevê a desoneração da folha de pagamento para 17 setores, conforme havia sido aprovado pelos parlamentares no início do mês. Agora, o governo tenta remanejar os recursos para garantir o benefício tributário, ou seja, tirar dinheiro de outro lugar para compensar a desoneração.

O Ministério da Economia foi surpreendido com o texto do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). O ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys, enviou nesta quarta-feira (22) um ofício ao relator e também à presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), senadora Rose de Freitas (MDB-ES), pedindo esclarecimentos e o remanejamento orçamentário para contemplar a medida. O ministro Paulo Guedes está de férias, mas tem acompanhado as discussões sobre a continuidade do benefício fiscal.

A avaliação dentro da pasta é que a desoneração da folha é fundamental para a manutenção de empregos.

No Palácio do Planalto, a medida é uma aposta de melhora na relação do presidente Jair Bolsonaro com o setor empresarial, que tem reclamado da não aprovação da reforma tributária e do abandono da pauta de privatizações.

O Congresso aprovou a medida após um apelo pessoal do presidente, que se comprometeu com a classe empresarial.

No ministério da Economia, a avaliação é de que há um descompasso entre o discurso de parlamentares a favor da medida e a concretização da desoneração.

Nas palavras de um auxiliar de Guedes, os parlamentares demonstraram falta de coerência ao defender a medida publicamente e não incluí-la no relatório. A avaliação é de que o Congresso quis "jogar a bomba" para a equipe econômica.

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