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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Investir ou pagar dívidas? Qual a melhor opção?

Doucefleur/iStock
Imagem: Doucefleur/iStock
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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

15/07/2021 04h00

Vale mais a pena juntar dinheiro para limpar seu nome e pagar suas dívidas ou será que é mais vantajoso investir, receber os juros e aí ter dinheiro para pagar as contas? Hoje você vai descobrir qual é a melhor forma para conseguir mais grana e acabar com as pendências financeiras de uma vez por todas.

Nem todas são iguais

Antes de mais nada, é preciso entender que nem todas as dívidas são iguais. Existem dívidas de juros altos, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito, que podem cobrar de 10% a 15% ao mês caso você atrase o pagamento da sua fatura.

Têm as dívidas de juros médios, que são os empréstimos de balcão, aqueles que você negocia quando vai ao banco e fala diretamente com o seu gerente. Esse tipo de dívida costuma ter juros entre 3% e 6% ao mês. Existem também as dívidas de juros pequenos, que são os financiamentos imobiliários e empréstimos consignados, que vão de 0.7% a 1.5% ao mês. Quanto maiores os juros, maior o rombo e pior a situação em que você se encontra.

Prioridade

Independente da situação com as dívidas que você tem agora, uma coisa que precisa ter bem claro é que sair das dívidas tem que ser a prioridade na sua vida, pelo menos por um período estabelecido. Enquanto tiver dívidas, sua vida ficará travada no mesmo lugar.

Se você sabe da sua situação, porém fica buscando outras maneiras de justificar e postergar a resolução, infelizmente o problema só aumentará. Se tem dívidas, seja pelo motivo que for: doença, trabalho, emergência ou descontrole mesmo, significa que em algum momento sua vida saiu dos trilhos e você gastou mais do que deveria. Agora, precisa resolver essa situação para prosseguir bem e essa precisa ser sua principal e única prioridade.

Como agir

Se as suas dívidas têm juros altos, não tem nem o que pensar e seu foco neste momento são só elas. Faça renda extra, planejamento financeiro e renegocie. Nessa situação, você não pode nem pensar em investir um real que seja, pois os juros do que ganhará com seus rendimentos de um ano inteiro não baterão o que tem que pagar em um único mês.

Com as dívidas de juros médios a situação muda um pouco. Aqui você pode começar a montar sua reserva de emergência concomitantemente pagando o que deve. Os investimentos, porém, ficarão para um segundo momento. Apesar de esses juros serem um pouco menores, eles ainda são juros e pesam bastante no seu bolso.

Para as dívidas com juros menores, é interessante começar a investir enquanto paga tudo. Quando falamos de financiamento, por exemplo, eles não chegam nem a 1% ao mês, o que já está mais próximo do rendimento que você consegue investindo. Esse tipo de dívida em específico é muito alto em valor absoluto e vai demorar longos anos para quitar. Aqui, se você consegue se comprometer em pagar direito todos os meses e aliar com os investimentos, será muito bom para o seu bolso.

Nem todos os gastos são iguais, assim como nem todas as dívidas são. O que você precisa pensar sempre é no quanto fica tranquilo colocando sua cabeça no travesseiro à noite sabendo do quanto tem para pagar pela frente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL