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Bolsonaro está contaminado. Você sabe o que pode acontecer com a Bolsa?

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

07/07/2020 19h01

O presidente Bolsonaro comunicou que foi contaminado com o vírus que tem assolado o mundo nessa crise de saúde pública global.

Ele afirmou que começou a se sentir mal, com sintomas de gripe, dores musculares e febre, foi fazer o exame e testou positivo para a Covid-19.

Eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. E, neste artigo, bem como no vídeo acima, no qual respondo a perguntas ao vivo sobre o tema, vou traduzir como isso pode impactar seus investimentos e na queda do preço das ações.

Você sabe o que pode acontecer com a Bolsa caso Bolsonaro apresente piora de saúde?

Segundo Bolsonaro, ele passa bem e se manterá em isolamento social para evitar contaminar outras pessoas.

O círculo de pessoas próximas, ministros e outras pessoas do governo, como Paulo Guedes, farão testes nos próximos dias.

A Bolsa vai cair?

Hoje, a Bolsa recuou, mas aparentemente não foi por conta desse anúncio de Bolsonaro. O Ibovespa apresentou recuo, acompanhando as principais Bolsas internacionais, que continuam reagindo ao humor de notícias mais e menos otimistas das fases de reaberturas econômicas de cada país, dos indicadores de atividade econômica e da expectativa de uma vacina que poderia resolver o problema antes do esperado inicialmente.

Por outro lado, como Bolsonaro é a figura política mais importante do Brasil, seu estado de saúde tem, sim, potencial, de "azedar" o humor dos investidores, dependendo de sua evolução. O que, por enquanto, não aconteceu.

O que esperar da Bolsa?

Por enquanto, essa notícia não "fez preço", como se costuma dizer no linguajar dos investidores quando um evento não tem impacto na alta ou baixa dos ativos do mercado financeiro. Mas, nas próximas horas e dias, a evolução do estado de saúde de Bolsonaro será monitorada de perto, e notícias com seu quadro clínico têm potencial de fazer as ações do Ibovespa terem novo ciclo de queda caso ele piore ou precise ser internado, por exemplo.

Apesar de várias controvérsias, qualquer expectativa de Bolsonaro possa ser mais uma vítima da pandemia, faz os investidores "ficarem no escuro" quanto ao que esperar para a condução da política econômica no Brasil.

Vivemos uma grande crise, mas, atualmente, temos uma ideia de o que esperar da postura de Bolsonaro e sua equipe. Na eventualidade de ele não estar mais na presidência, o cenário fica mais nebuloso e difícil de saber o que esperar do vice-presidente Hamilton Mourão, que assumiria a presidência em seu lugar.

Embora eu não faça coro a nenhuma torcida antiética contra a saúde de ninguém, é esse tipo de raciocínio que estará por trás dos movimentos das ações da Bolsa nos próximos dias: em primeiro lugar, a evolução da pandemia global, e em segundo lugar, o acompanhamento de uma eventual piora do quadro de saúde de Bolsonaro. As demais notícias terão potencial menor de "fazerem preço" nos próximos dias.

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