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Do telemarketing a empresário. Como corri atrás e atingi meus objetivos

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

11/09/2020 04h00

Para quem não sabe, eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. Tenho 31 anos e sou criador de conteúdo e tenho uma empresa de educação financeira, que, com bastante esforço, vem dando certo.

É isso que faço da minha vida exclusivamente.

Mas nem sempre foi assim. Já passei pelo mercado financeiro, fui garçom e operador de telemarketing antes de chegar até aqui.

Então, nesse artigo e no vídeo acima, vou dividir um pouco da minha história com vocês, contar um pouco do que tive que fazer para atingir meus sonhos e objetivos e dar alguns conselhos para quem gostaria de trilhar o mesmo caminho.

Quando decidi qual faculdade fazer

Eu decidi que faria faculdade de Economia quando ainda estava no segundo ano do ensino médio, e muitos já ouviram essa história.

Apesar de eu ter decidido muito cedo qual curso faria, não tinha muita certeza do que ia fazer da vida. Só sabia que queria deixar alguma contribuição positiva para o mundo e gostaria de ter minha própria empresa, em vez de ficar trabalhando para os outros o resto da vida.

E foi justamente por isso que escolhi Economia, já que até hoje acho que é ela uma das principais engrenagens que movem o mundo.

Apesar de eu nunca ter passado necessidade, eu vim de uma família de classe média baixa e meus pais sempre me ensinaram que eu tinha que batalhar para ter as minhas coisas.

Juntando isso ao fato de eu ser muito orgulhoso e nunca gostei muito da ideia de ter que contar com a ajuda dos outros, comecei a trabalhar muito cedo para ter minha independência e poder fazer o que eu quisesse da minha vida.

O primeiro emprego

Mais ou menos aos 15 anos, comecei a trabalhar como menor aprendiz em uma indústria gráfica, no chão de fábrica mesmo. Eu tinha feito Senai de Artes Gráficas e comecei a trabalhar lá durante as férias escolares, com registro em carteira e tudo.

Eu fazia ensino médio de manhã, Senai à tarde, e só sobravam as férias escolares para trabalhar nesse formato em que eu ganhava meu salário todo mês e trabalhava apenas durante as férias.

Ainda me lembro do meu primeiro salário, que era de R$ 311 (o salário mínimo da época). E foi com ele que comprei o meu primeiro tênis com meu próprio dinheiro. Foi inesquecível.

Nessa época, já comecei a guardar um pouco do meu dinheiro. Nunca fui de gastar todo o meu salário.

Emprego no Telemarketing

Depois disso, fui garçom em buffet infantil e trabalhei em uma loja de impressora e informática até fazer meus 18 anos, quando consegui um emprego em uma empresa chamada Alfacom, que depois foi comprada pela Ipsos, uma gigante no setor de pesquisas.

Eu era contratado para fazer pesquisas por telefone. Não precisava vender nada, mas era um serviço de telemarketing em que eu trabalhava de segunda a sábado. E tenho alguns amigos dessa época até hoje.

Foi justamente nessa fase que eu comecei a faculdade de Economia, que era uma faculdade bem cara, mesmo para os padrões de São Paulo, que já não é uma cidade barata.

Mesmo assim, eu consegui pagar minha faculdade com o dinheiro que eu juntei da época do telemarketing.

O primeiro estágio

Depois, arrumei meu primeiro estágio dentro da própria faculdade e não precisei mais pagar as mensalidades nesse período. Aliás, foi nessa época de faculdade que conheci a Yolanda Fordelone, que se tornou minha sócia anos depois.

Se você está achando que foi aí que as coisas começaram a ficar mais fáceis, se enganou.

Aceitei esse estágio porque era na área de pesquisa econômica e seria meu primeiro passo dentro da economia. Mas, apesar de não ter que pagar a faculdade, eu recebia um auxílio de R$ 150 por mês, que mal dava para tomar uma cerveja no bar ao lado da faculdade e comprar um lanche.

Mas, como eu sempre economizei, esse foi um período em que todo mês usava um pouquinho do meu dinheiro guardado para comprar alguma coisa que eu quisesse. Por exemplo, nessa época, também voltei a estudar inglês com esse dinheiro.

O segundo estágio

Depois, arrumei outro estágio na LCA Consultores, a maior consultoria econômica do Brasil. Foi aí que comecei minha carreira mais sólida. Fui registrado, virei economista e até sócio da consultoria depois de alguns anos.

Também foi nessa fase que comecei a fazer vídeos para o Econoweek com a ideia de traduzir a economia para todo mundo. Tudo isso sem largar meu trabalho, que era minha principal fonte de renda.

Na época, comecei só com um canal no YouTube, mas, hoje, já estamos presentes no Instagram, Spotify, Coluna UOL e outras redes sociais, caso queira conhecer.

Nessa fase, meu salário já era bem melhor e aproveitei para fazer um monte de viagens que sempre quis. Fui para os Estados Unidos, Tailândia, Bolívia, Uruguai, África do Sul, Europa... Sempre ficando em hostels e aproveitando as promoções de voos baratos para não extrapolar o orçamento e continuar economizando.

O trabalho no banco

Depois, resolvi sair da consultoria e virei economista do Banco Safra. Continuava "firme e forte" no Econoweek e foi uma fase superlegal porque resolvi morar sozinho na Avenida Paulista.

É uma região cara, mas vendi meu carro para balancear os gastos e achei um apartamento pequeno, já que nunca fui atrás de muito luxo.

E morar sozinho é um negócio bem caro! Antes de tomar essa decisão, já tinha feito as contas para ver se caberia no meu orçamento, mas, até hoje, de vez em quando ainda me assusto com os custos de moradia, aluguel e supermercado. Quem nunca se assustou com o valor de uma sacolinha cheia de compras do mercado, não é?

Quando larguei o emprego

Foi aí que veio uma das fases mais importantes: o Econoweek estava "ganhando mais corpo" e precisava que um dos sócios passasse a se dedicar integralmente à empresa.

Como eu sempre fui um dos mais organizados financeiramente, e sou apaixonado pelo projeto, resolvi que tinha chegado a hora de largar o trabalho CLT e "arriscar".

Ainda bem que eu era organizado com minhas contas! Porque houve um ano bem difícil no Econoweek em que a empresa praticamente apenas conseguia cobrir os próprios custos, como para pagar o editor, o contador e mais alguns serviços online.

Nessa época, eu praticamente paguei para trabalhar! Mas, como tinha meus investimentos e uma reserva de segurança em dia, foi justamente esse dinheiro que usei para me manter por mais de um ano.

Hoje, as coisas estão bem melhores para o Econoweek e, consequentemente, também para mim, já que essa é a minha única fonte de renda.

Aliás, essa só não é a minha única fonte de renda porque sempre economizei e investi. Então, meus investimentos também geram uma renda extra, embora não seja a principal.

Meu primeiro conselho

O meu primeiro conselho é não querer resultados muito rápidos. As melhores coisas que vamos colher na vida foram plantadas lá atrás. Então, é preciso ter paciência e persistência para as coisas darem certo.

Foi assim para mim e acredito que é assim para muita gente.

É incrível como as coisas começam a dar certo aos poucos, vai melhorando e, quase em um passe de mágica, tudo começa a dar certo de uma vez.

Mas não é mágica! É tudo isso que eu falei: paciência, persistência e inteligência financeira. É ela que vai te dar liberdade de uma hora fazer o que quiser e perseguir seus sonhos e objetivos, como eu sempre persegui os meus e agora cheguei a uma nova fase, que é de mirar em novos projetos daqui para frente.

Meu segundo conselho

Esse é o principal conselho que eu queria passar hoje: cuide de suas finanças.

Não importa qual é o seu salário, faça um esforço para criar uma reserva de segurança e começar a investir para seus objetivos de médio e longo prazos.

Foi justamente essa mentalidade que me permitiu tomar algumas decisões mais arriscadas na vida e a chegar até aqui.

Imagine se eu não tivesse dinheiro para me manter quando a minha empresa passou por um período difícil e começou a ir mal? Eu teria que abandonar meu sonho e correr atrás de um emprego para me sustentar.

Aliás, sem minhas economias e meus investimentos, eu sequer teria conseguido largar meu emprego e me dedicado só ao Econoweek. E, bem antes disso, também não teria feito um monte de coisas que me trouxeram aqui.

Tem gente ainda que fala que eu só consegui tudo isso porque tinha um salário bom! Quem fala isso, com certeza, não conhece essa história que acabei de contar.

Foi justamente o meu hábito de sempre economizar e investir que permitiu que eu comprasse meu primeiro tênis, que pagasse sozinho uma faculdade boa, que eu estudasse inglês, viajasse e pudesse correr atrás dos meus sonhos. E um deles era ter a minha própria empresa e viver só de educação financeira.

Com essa história, eu queria criar uma vontade em você de também cuidar melhor do seu dinheiro!

Dicas de como investir

Se você ainda não investe e quer investir, separei algumas dicas rápidas:

  • A corretora Toro dispõe de uma maneira de investir em ações sem precisar do home broker, que muitas vezes é um "complicômetro" para quem ainda não está habituado com a Bolsa, além de não cobrarem taxa de corretagem na compra e venda de ações. Ações são investimentos recomendados para o longo prazo, pois você poderá contar com a valorização da ação, a receita de dividendos e não se preocupará com o sobe e desce do dia a dia;
  • O App Renda Fixa é um buscador que elenca todas as opções de investimentos em renda fixa, do Tesouro Direto às debêntures de todas as corretoras, mostrando suas rentabilidades, prazo de retorno e risco de cada um. Títulos como o Tesouro Selic, que permitem saques a qualquer momento, são adequados para a reserva de segurança;
  • A MatchMoney disponibiliza investimentos alternativos que podem dar retornos entre seis meses e quatro anos. Adivinha onde estão os melhores rendimentos? Certamente nos investimentos de quatro anos, que podem chegar a ter retorno entre seis e sete vezes maiores que o Tesouro Selic;
  • A gestora Magnetis estrutura uma estratégia de investimentos para seus clientes com ações brasileiras e internacionais, fundos de investimento e títulos de renda fixa. Há ainda outras carteiras por lá para quem quer mais risco ou menos, alinhadas aos objetivos de cada um.

Então, eu e minha sócia Yolanda Fordelone estamos aqui no Econoweek para ajudar você com qualquer dúvida sobre dinheiro e investimentos para você também otimizar o seu projeto de vida e alcançar seus sonhos e objetivos.

Gostou das dicas? Conte nos comentários ou fale com a gente no nosso canal do YouTube, Instagram e LinkedIn. Também é possível ouvir nossos podcasts no Spotify. A gente sempre compartilha muito conhecimento sobre economia, finanças e investimentos. Afinal, o conhecimento é sempre uma saída!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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