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Investimentos do farialimer: conheça as opções mais arrojadas e rentáveis

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

06/11/2020 04h00

Você sabe quem são os farialimers? Farialimer é o apelido que recebeu quem trabalha na região da Faria Lima, na cidade de São Paulo, que é onde estão concentradas as maiores empresas do setor financeiro, fintechs e startups.

É comum você ver esse pessoal circulando com iPhones, bikes e patinetes elétricos.

Essa é a região que concentra os salários mais altos do Brasil e atrai a atenção de muitos.

Eu sou o César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. E, agora, vou mostrar quais são os investimentos preferidos dos farialimers, que gosta de aplicações mais arriscadas, e está focado em fazer seu dinheiro render cada vez mais.

No vídeo acima, mostrei para todos os #Econoweekers a seleção dos principais investimentos que estão em alta nos grupos de WhatsApp dos farialimers:

Ações

As ações são negociadas na Bolsa de Valores e representam um pedacinho na sociedade de uma empresa.

Você literalmente se torna sócio dela e, por isso, recebe periodicamente a sua parte na distribuição dos lucros, que são chamados de dividendos.

Caso queira vender sua ação depois de um tempo, ela pode ter valorizado ou caído de preço. De modo que também é uma fonte de receita (ou de prejuízo).

As ações têm atraído cada vez mais gente e um dos esportes favoritos do investidor farialimer é descobrir quais são as melhores ações do momento.

Mercado futuro

O mercado futuro é um tipo de negociação de contratos derivativos, que tem esse nome porque "deriva" de um outro ativo.

No mercado futuro, é possível fazer um acordo entre duas partes de compra e venda futura de um ativo financeiro real, como soja, dólar ou ações, em uma data combinada, com um preço também combinado.

Literalmente, você combina com outra pessoa que vai vender uma certa quantidade de dólares ou de ações, por exemplo, daqui a dois meses a R$ 5,00 cada.

E se o preço do dia da transação for maior do que o valor combinado? Lucro para quem comprou mais barato e pode revender por um preço maior.

Se o preço do dia for menor do que o combinado dois meses antes, quem acaba ganhando é o vendedor, que conseguiu um preço maior do que conseguiria no mercado à vista.

Opções

As opções também fazem parte dos derivativos e são queridinhas por alguns traders farialimers mais arrojados, em busca maiores retornos.

Resumidamente, as opções são contratos de venda ou de compra em uma data futura a um preço combinado previamente para um ativo, que mais uma vez pode ser ações ou outros investimentos. A diferença é que não há a obrigação de concretizar a transação.

Na prática, quem tem uma opção de compra pagou pelo direito (mas não o dever) de comprar alguma coisa em uma data futura.

Ao chegar esse dia, se o preço no mercado à vista estiver maior que o combinado, ele exerce seu direito de comprar esse ativo por um preço mais baixo e pode lucrar com isso. Se estiver maior, o investidor pode simplesmente não fazer nada e perde apenas o que pagou para ter essa opção de compra.

Também há a opção de venda, com a lógica inversa: o especulador paga pelo direito de vender um ativo em uma data futura a um preço combinado, podendo, opcionalmente exercer esse direito.

Fundos alavancados

Resumidamente, os fundos alavancados investem dinheiro que não têm, tomando uma espécie de empréstimo para tentar aumentar seus retornos.

A lógica é simples, mas o risco é elevado: imagine que tudo o que você tem são R$ 1.000 e que todo esse dinheiro seria investido em um fundo que rendesse 10% em um ano. Ao final desse ano, os R$ 1.000 teriam se transformado em R$ 1.100.

Agora, imagine se em vez de R$ 1.000, você tivesse investido R$ 15.000: os mesmos 10% de retorno te dariam R$ 1.500 de lucro, não os R$ 100 do seu investimento de R$ 1.000.

Nos fundos alavancados, dá buscar esse retorno dos R$ 15.000 mesmo investindo apenas os R$ 1.000.

Mas, caso o "tiro saia pela culatra", o prejuízo também pode ser enorme e você pode ser chamado para colocar mais dinheiro no fundo só para cobrir essa perda.

Como o risco é grande, esse investimento não é para qualquer um. E é necessário comprovar que tem dinheiro suficiente para novos aportes caso seja obrigado a cobrir o rombo.

Meus conselhos

Eu falei dos investimentos mais arriscados que caíram no gosto dos farialimers, mas você não me viu recomendando day-trade, opções binárias ou cursos do rapaz do Porsche que "ensina" a pagar o café com um trade para ganhar dinheiro em um minuto. Isso é tudo ilusão.

Também não me viu dizendo que o farialimer não tem uma reserva de segurança no Tesouro Selic ou em fundos de renda fixa.

O investidor farialimer inteligente busca melhores rendimentos em investimentos mais arriscados, mas nunca deixa de construir seu colchão de segurança financeira.

Outra coisa comum na Faria Lima é o uso de seguros como parte da estratégia de colchão de segurança, que podem ser acionados ainda em vida em casos como perda involuntária de emprego, acidentes, cirurgias emergenciais, afastamento do trabalho ou outras situações que comprometam a renda.

Onde encontrar esses investimentos?

Agora que você passou a conhecer alguns dos investimentos mais arrojados que caíram no gosto dos farialimers, separei algumas dicas de onde encontrar essas aplicações sem se esquecer de sempre diversificar para minimizar os riscos, passando pela estratégia de colchões de segurança financeiros.

Assim, poderá aumentar a chance de maior rentabilidade nos investimentos sem correr tantos riscos. Vamos a elas:

  • A MetLife oferece seguros para situações como a perda de emprego involuntária e redução de renda, que foram comuns durante essa crise;
  • Quer encontrar os títulos de renda fixa com os melhores retornos? O App Renda Fixa é um aplicativo que mostra todas as opções de investimentos, disponíveis em todas as corretoras, depois que você informar quanto quer investir e por quanto tempo;
  • A corretora Toro dispõe de uma maneira de investir em ações sem precisar do home broker, que muitas vezes é um "complicômetro" para quem ainda não está habituado com a Bolsa, além de não cobrar taxa de corretagem na compra e venda de ações;
  • Há ainda investimentos de renda fixa alternativos, tais como os CCBs da MatchMoney, com selo de segurança da ABFintechs e rendimentos que chegar a ser seis vezes mais que o Tesouro Selic.

O que você acha? Conte aqui nos comentários.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.