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Como mudei para um apartamento maior e economizei R$ 1.000 de aluguel?

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

27/11/2020 04h00

Os custos de se morar na cidade de São Paulo são um dos maiores do Brasil! Veio quarentena, muita gente perdeu renda (eu fui mais um que sofreu com isso) e o proprietário do imóvel que alugo não foi muito compreensível na hora do reajuste.

O resultado? Busquei um novo apartamento para morar e consegui uma proeza: saí de um apartamento de 40 metros quadrados para outro quatro vezes maior e ainda economizei quase R$ 1.000 de aluguel.

Como consegui isso? É o que vou contar agora. Mas já adianto: tive que abrir mão de algumas comodidades.

No vídeo acima, aproveitei para mostrar meu apartamento para os #Econoweekers que já me seguem no YouTube. Por lá, compartilhei muito mais detalhes. Vale a pena conferir!

O principal segredo

O maior segredo dessa economia tem tudo a ver com a região que eu moro: a Avenida Paulista, no coração de São Paulo.

Como essa é uma região muito comercial, apartamentos dormitórios, aqueles bem pequenos, costumam ser os mais procurados por profissionais que os utilizam apenas durante a semana para ficarem perto do trabalho.

Por conta disso, os pequenos apartamentos são também os mais caros!

Proporcionalmente, residências maiores acabam tendo o preço do metro quadrado mais em conta do que seus irmãos menores já que a procura por eles também é menor.

Por isso, acabei mudando de um apartamento de 40 metros quadrados para outro de 180 metros quadrados na mesma região.

A desvantagem é que para isso abri mão de morar sozinho para dividir a nova residência com mais dois amigos de longa data.

O tamanho da economia

Abrindo o jogo, entre aluguel e condomínio, eu estava pagando mais de R$ 2.400 por mês no apartamento menor. Já no novo apartamento no mesmo bairro, que é muito maior e totalmente mobiliado, a minha parte na divisão do aluguel será de R$ 1.600. São mais de R$ 800 de economia apenas no aluguel.

Fazendo uma estimativa, o valor de venda do metro quadro no imóvel menor seria equivalente a quase R$ 14 mil, sendo que no imóvel maior, esse preço cairia para menos de R$ 6 mil. É menos de metade.

Mesmo assim, ainda haverá outras economias que ultrapassarão os R$ 1.000!

Por exemplo, a mesma internet que contratava no meu antigo apartamento também já se provou suficiente para três pessoas. Então, vou conseguir economizar dois terços desse valor.

Houve ainda outras economias que contei no vídeo acima, mas a verdade é que ainda estou experimentando a realidade de dividir um novo apartamento com amigos, que, vale reforçar, pode não ser uma boa opção para qualquer um.

Coliving é uma tendência

Coliving é a palavra da moda em grandes cidades e tem provado ser uma solução eficiente de otimização de espaços e, melhor ainda, de dinheiro.

Alugamos esse apartamento através de um aplicativo, o que foi muito prático.

Agora, vou testar a sensação de dividir espaços e de conseguir otimizar minhas finanças.

Em breve, voltarei com novos capítulos da minha experiência nessa coluna.

E você? Dividiria apartamento com amigos em nome de mais sustentabilidade e economia? Como você acha que seria?

Se tiver mais alguma dica de economia deixe um comentário ou tire sua dúvida pelo nosso canal do YouTube e Instagram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.