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Por que o mercado de trabalho é mais difícil e precário para os negros?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

03/12/2020 04h00

Chegamos à reta final do ano com discussões que são essenciais para construirmos uma sociedade melhor. 2020 foi marcado por muitos debates envolvendo racismo, desigualdades sociais e mesmo o acesso do negro ao mercado de trabalho.

No Brasil, o caso mais famoso foi o programa de trainees da Magazine Luiza exclusivo para negros que dividiu as redes sociais entre os que defendem a seleção a fim de diminuir a desigualdade e aqueles que dizem existir um "racismo reverso". A empresa, na ocasião, afirmou que 53% dos funcionários são negros, mas somente 16% quando observado os cargos de liderança.

Mais recentemente, a morte brutal do João Alberto Freitas no supermercado Carrefour também chamou a atenção pelos dados internos da varejista que se repetem: 57% dos funcionários são negros ou negras. Quando o olhar recai sobre os cargos de gestão, o número cai para um terço dos líderes.

Neste ano em que o desemprego aumentou consideravelmente, eles também sofreram mais. Nos primeiros meses da pandemia, enquanto a taxa de desemprego geral estava em 13,3%, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE, para os pretos a taxa era de 17,8%, para os pardos, de 15,4% e para os brancos, de 10,4%.

Como corrigir essas distorções? Em buscas de respostas, converso hoje com dois especialistas no assunto: Tom Mendes, gerente geral do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), e Raphael Vicente, coordenador da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e coordenador geral da Universidade Zumbi dos Palmares.

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