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Quanto rendem R$ 10 mil em LCIs, a renda fixa sem IR?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

21/10/2021 04h00

Quando a gente vê um anúncio com as palavras "sem juros" comemora, mas também desconfia. Afinal, ninguém nos dá nada de graça.

Não é diferente nos investimentos: a LCI - Letra de Crédito Imobiliário - e a LCA - a Letra de Crédito do Agronegócio -, diferentemente de outros investimentos de renda fixa, são isentas de Imposto de Renda, mas será que vale a pena para quem está começando a aplicar?

A coluna de hoje tira essa dúvida e explica o que são essas letras e se elas são um bom negócio.

LCI

A sigla, como já mencionado, significa Letra de Crédito Imobiliário. São títulos de renda fixa emitidos por bancos, ou seja, você os encontra nos próprios bancos e também nas corretoras.

O banco pega o dinheiro captado via LCI para emprestar para negócios envolvendo imóveis. Podes ser financiamentos, reformas, entre outros.

Geralmente, rende um percentual do CDI, uma taxa de juros que acompanha de perto a taxa básica de juros da economia, a Selic. Além de LCIs pós-fixadas, há letras prefixadas (com juros fixos) e ligadas à inflação.

Não há um só tipo de liquidez. Há LCIs nas quais você pode sacar o dinheiro a todo momento e outras em que só é possível fazer isso no vencimento.

LCA

As LCAs ou Letras de Crédito Agronegócio têm um mecanismo semelhante. Também são emitidas por bancos, mas neste caso a instituição capta o dinheiro para emprestar para negócios envolvendo agronegócio, como compra de máquinas ou compra de terras.

Também rende um percentual do CDI na maioria das vezes e pode ter liquidez diária ou tudo no vencimento.

Imposto de Renda na renda fixa

O IR na maioria das aplicações de renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e debêntures, é regressivo com o tempo e cobrado sobre a rentabilidade. Começa em 22,5% para resgates feitos antes de 6 meses. Depois, cai para 20% (entre 6 meses e um ano), em seguida para 17,5% (entre 1 e 2 anos) e, por fim, para 15%, acima de 2 anos.

Além do IR, tem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) se o resgate for feito em menos de 30 dias. Apesar de incidir sobre a rentabilidade, na prática ele começa bem alto (em 99%), e isso faz com que aplicar no curtíssimo prazo não valha a pena. Não se preocupe que ao longo dos 30 dias ele vai caindo até chegar a zero em um mês.

Nas LCIs e LCAs não há Imposto de Renda, o que é uma enorme vantagem na hora de investir. Em todo caso, sempre vale colocar tudo na ponta do lápis (ou da calculadora), pois tudo vai depender da taxa oferecida.

Vamos supor que você vai procurar uma LCI e ela paga 80% do CDI e o CDI está em 6,15% ao ano. Isso significa que a rentabilidade é menor que esses 6,15%. Na verdade, é de 4,92%, resultado da multiplicação de 6,15% por 0,80.

Se você investir R$ 10 mil, em dois anos conseguirá resgatar R$ 11.002.

Agora, imagine que você vai para o Tesouro Selic, um título público do Tesouro Direto. O papel rende 100% da Selic, cuja média atualmente está em 6,15%. Após impostos e taxas, os R$ 10 mil teriam virado R$ 11.010, valor bem semelhante, mesmo tendo IR.

A terceira situação envolve um CDB de 120% do CDI. Pagando essa taxa, significa que a rentabilidade está 20% maior que o CDI. Mesmo pagando IR, o valor final ficaria em R$ 11.309, quantia superior à da LCI mesmo esta sendo isenta de IR.

No vídeo acima, mostramos a calculadora que faz a comparação.

Você investe em que tipo de renda fixa: CDB, LCI ou Tesouro Direto? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais. Faça parte da comunidade Econoweek para ter mais dicas de inteligência financeira (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL