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A Bolsa está uma loucura! Vale a pena aplicar em fundos de investimento?

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

28/10/2021 04h00

"Fundos de investimentos são ótimos porque têm um gestor profissional que escolhe os investimentos no seu lugar"! Já ouviu essa frase antes? A verdade não é bem essa e existem várias pegadinhas!

Como funciona e o que é um fundo de investimento?

Um fundo de investimento é uma forma de aplicação financeira formada pela união de vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro.

A administração e a gestão do fundo são realizadas por especialistas contratados.

Os administradores tratam dos aspectos jurídicos e burocráticos do fundo (são instituições financeiras que respondem à Comissão de Valores Mobiliários e ao Banco Central) e os gestores cuidam da estratégia de seleção de investimentos do fundo, montando uma carteira (também respondem aos mesmos órgãos).

Todo o dinheiro aplicado nos fundos é convertido em cotas que representam o pedaço do qual cada investidor é dono daquela carteira de investimentos.

O valor da cota sobe e desce diariamente.

Há fundo de tudo quanto é tipo: de ações, cambiais, multimercado, de criptomoedas?, mas os primeiros investimentos costumam ser em fundos renda fixa.

O que são fundos de renda fixa?

Ao contrário da renda variável (tipicamente ações), no qual você se torna sócio de uma empresa e tem rendimentos incertos, na renda fixa há previsibilidade dos rendimentos do seu investimento.

Por isso, os fundos de renda fixa costumam estar entre os primeiros investimentos de quem está começando.

Mas há mais detalhes que são importantes para você não cair em cilada.

Ativos que costumam estar dentro dos fundos são as LCIs e LCAs, que são isentas da cobrança de Imposto de Renda e você também consegue investir nelas por conta própria.

Se você ainda não sabe o que são LCAs ou LCIs, veja aqui.

Quanto rende o dinheiro em um fundo? Qual é a aplicação mínima?

A rentabilidade de cada fundo é determinada pela estratégia de investimento adotada pelo gestor, que deve respeitar as características definidas no seu regulamento.

Existem fundos conservadores e fundos mais agressivos, com diferentes graus de risco que são definidos de acordo com seu objetivo.

Mas como estamos falando de fundos de investimentos para quem está começando, dê preferência aos de renda fixa, com gestão passiva, porque neles há possibilidade de se livrar de um monte de taxas e impostos, como vou explicar aqui.

Isso significa que eles vão investir em títulos de renda fixa conservadores, tipicamente para ter rentabilidade parecida ao Tesouro Selic, sem o objetivo de superar a performance dessa aplicação, minimizando o risco.

De todo modo, isso não tira a necessidade de você ler a lâmina de investimentos que explica como serão feitos os investimentos desse fundo e todas as características, que vamos contar para você aqui.

Quais são os prazos e as condições dos fundos de investimentos?

Nos fundos de investimentos há basicamente duas informações de prazos para as quais você deve atentar:

  • Prazo de cotização: Expresso em D+"x". Diz quanto tempo depois do seu pedido de resgate sua cota será convertida em dinheiro resgatável. Se for D+30, ao solicitar resgate hoje precisará de mais 30 dias com o dinheiro investido e sujeito às altas e baixas.
  • Prazo de liquidação: Também expresso em D+"x". Mostra quantos dias após a cotização seu dinheiro será convertido em dinheiro na conta para sacar de verdade.

No vídeo do topo deste artigo gravei a tela mostrando onde olhar essas e todas as demais informações que estou contando aqui.

Como estamos falando de um fundo para quem está começando, busque um cujos prazos de liquidação e cotização sejam D+0, para poder sacar quando quiser.

Quais são os impostos e as taxas dos fundos de investimentos?

Há duas taxas tipicamente cobradas em fundos e outros dois impostos.

As taxas costumam ser a de administração e a de performance. Os impostos são o IOF e o Imposto de Renda.

A boa notícia é que dá para se livrar de todas as taxas e de um imposto: taxa zero! Do outro imposto não dá para se livrar, mas tem como pagar o mínimo.

Foi exatamente essas dicas exclusivas que demos para os investidores do Econoweek e você também pode conferir neste vídeo aqui.

Para que serve um fundo de investimento? Vale a pena?

Os fundos podem representar uma comodidade para o investidor, que prefere deixar a gestão de seus recursos sob os cuidados de especialistas.

Entretanto, há estudos que mostram que a maioria dos fundos de gestão ativa não superam muito uma performance de uma carteira com seleção aleatória de investimentos, e ainda tem a rentabilidade penalizada por taxas de administração, performance e períodos de resgate mais longos.

Por isso, dê preferência para fundos de renda fixa de gestão passiva, sem taxa de administração e liquidez imediata. Principalmente se estiver usando isso para a sua reserva de emergência.

Há fundos de cashback e contas remuneradas que seguem esse princípio, basicamente investindo em Tesouro Selic, sem nenhuma taxa ou prazo mínimo, e esses são adequados para muita gente. Mas daria para você fazer isso sozinho e ganhar autonomia.

Como investir em um fundo de investimento?

Para investir em fundos é só entrar em "fundos de investimentos" na plataforma da sua corretora, escolher o fundo e clicar em "investir".

Com essas dicas, certamente você fará uma boa escolha e aplicará seu dinheiro em um fundo que tenha rentabilidade muito superior à poupança, que deixou de valer a pena há muito tempo, sendo que há investimentos mais seguros e que ainda por cima rendem muito mais, como mostro no vídeo abaixo.

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