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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Tesouro Prefixado acima de 11% ao ano: vale a pena?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

18/11/2021 04h00

Você quer investir no Tesouro Direto, mas quer saber exatamente quanto vai ganhar? Ou então tem um plano certo para o dinheiro que deverá usar no médio prazo, em três ou cinco anos?

Há um título público que atende a essas necessidades: o Tesouro Prefixado. Ele é o tema do terceiro vídeo da série Mapa do Tesouro. No vídeo abaixo, explicamos quanto rende investir R$ 100 por mês em dois títulos prefixados.

O nome é autoexplicativo: Tesouro Prefixado. É um investimento, portanto, com juros que não mudam.

Isso significa que se houver inflação, se a taxa de juros Selic subir, se mudar o governo, ? nada muda na rentabilidade que você contratou. Se investir em um título com juros de 8% ao ano, essa vai ser a rentabilidade até o vencimento.

Para quem é indicado?

Entender essa lógica é fundamental para saber a quem ele é adequado. Primeiramente, para aquelas pessoas que querem garantir uma certa rentabilidade e acreditam que o juro está em um bom patamar. Por algum motivo, avaliam que outros investimentos vão pagar menos nos próximos meses e anos. Por isso, já garante a taxa de retorno.

É uma opção adequada, por exemplo, se você avaliar que a taxa Selic, a taxa básica de juros, vai cair e com ela a rentabilidade de investimentos pós-fixados. Vale lembrar que esse não é o caso atual, já que a Selic está em tendência de alta.

Além disso, os títulos de Tesouro Prefixado podem ser interessantes se você tem planos que casam exatamente com as datas do papel.

Se você quer comprar um carro daqui três anos, o título prefixado que tem esse vencimento pode unir o útil ao agradável: poderá deixar o dinheiro rendendo até o momento em que precisará dele a uma taxa que lhe permite planejar exatamente quanto terá no resgate.

Risco

O risco do prefixado, em contrapartida, é justamente o oposto das situações acima. Se a taxa está em um patamar muito baixo, de 2% ao ano, por exemplo, e surgem opções de renda fixa pagando mais, como 5% ao ano, você deixa de ganhar, já que poderia estar investindo melhor seu dinheiro.

Outra situação de risco ocorre, por exemplo, quando os planos mudam. Vamos supor que você aplique em um prefixado de três anos pensando que vai trocar de carro nesse período, mas resolve antecipar seus planos.

A aplicação já feita vence daqui três anos e não seria ideal sacar dinheiro. Nos prefixados, é indicado se planejar para ficar até o vencimento.

Prazo, preço e rendimento

Na data de publicação desta coluna, o Tesouro Direto oferecia três títulos prefixados: 2024, 2026 e 2031. Mas o de prazo 2031 paga juros semestrais, um outro mecanismo que será tema da coluna. Por enquanto, vamos nos concentrar nos dois primeiros.

Em ambos, a rentabilidade está acima de 11% ao ano, uma boa rentabilidade mesmo para os padrões brasileiros de juros altos.

Para investir, basta ter cerca de R$ 30 e uma conta aberta em corretora.

A boa notícia é que o cadastro costuma ser online e em muitas já não se cobra para aplicar.

Já investe em títulos do Tesouro Direto? Se sim, em qual? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL