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5 dicas para escolher bons CDBs no mercado

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

26/11/2021 04h00

Se você economiza dinheiro, já tomou um grande passo que muitos brasileiros não conseguem. A próxima atitude é buscar bons investimentos na renda fixa, mas como conseguir selecioná-los?

CDBs ou Certificados de Depósito Bancário são uma opção. O rendimento tem ficado acima de 10% em muitos casos. O vídeo abaixo mostra a comparação de várias opções no mercado.

O que são CDBs?

CDB é uma espécie de empréstimo que você faz ao banco. O banco pega o dinheiro e empresta para outras pessoas que estão solicitando crédito, com juros bem mais altos. Ou seja, o banco lucra com a diferença entre o que cobra dos devedores e o que paga a você, investidor.

Em contrapartida, o banco se compromete a devolver o dinheiro investido em determinada data, acrescido de juros.

Para investir é bem simples. Há três caminhos, dos menos aos mais rentáveis. O primeiro é ir ao próprio banco tradicional. A desvantagem é que as taxas costumam ser baixas. No vídeo acima, contamos um caso de um CDB que pagava 30% do CDI.

A segunda opção é buscar bancos digitais. Neles, as taxas começam a ficar mais interessantes. Além disso, alguns bancos digitais oferecem não só os CDBs próprios, mas de outras instituições

Por fim, há as corretoras. Nelas você encontra CDBs de diversos bancos (pequenos, médios e grandes) e assim consegue fazer uma boa comparação.

Não existe nenhuma regra determinando um valor mínimo para aplicar. É possível encontrar investimentos a partir de R$ 1, mas às vezes a rentabilidade pode não ser das melhores se o valor investido for muito baixo.

A seguir, selecionei cinco pontos importantes para escolher bons CDBs.

1. Necessidade

A primeira característica, não tão óbvia, que você deveria olhar é sua necessidade. Você vai precisar do dinheiro agora ou daqui um tempo? É um dinheiro que precisa estar disponível para cobrir emergências ou tem um destino certo como comprar uma casa, uma moto ou fazer um intercâmbio?

Pensar na necessidade é importante porque existem dois tipos de CDBs: os com liquidez diária e os com liquidez no vencimento. Se o CDB tem liquidez diária você vai poder sacar a qualquer momento. Por isso, é bem adequado para formar sua reserva de emergência.

Por outro lado, se não tem liquidez diária, significa que a liquidez é no vencimento. Ou seja, só na data final da aplicação você poderá sacar o dinheiro. Em geral, a rentabilidade desses CDBs costuma ser maior do que o retorno em CDBs de liquidez diária, mas eles só são indicados se você puder ficar até o vencimento.

Em outras palavras, se está em busca de rentabilidade, provavelmente irá se deparar com CDBs nos quais vai ter de ficar até o final. Então, programe-se para isso.

2. Perspectiva para a economia

Outra decisão importante é decidir o tipo de rentabilidade: prefixada, pós-fixada ou de inflação. CDBs prefixados têm juros fixos, enquanto os pós-fixados acompanham o juro CDI (se ele cair, o retorno diminui e, se subir, o retorno aumenta).

Já os de inflação costumam pagar um juro fixo mais um índice de inflação, normalmente o IPCA.

Na comparação que fizemos no vídeo acima, os prefixados estavam com melhor retorno, mas isso não significa que sejam a melhor opção para você. Tudo depende da expectativa para a economia.

Se você acha que a inflação vai subir, investir em um CDB que acompanhe o IPCA pode ser interessante. Se acredita que o juro, que neste ano já subiu bem, vai continuar a trajetória de alta, talvez deva ir para o CDB atrelado ao CDI. Se avalia que as taxas de juros já estão com um bom retorno, pode ir para um prefixado para assim conseguir fixar o juro.

3. Rentabilidade

O terceiro ponto para escolher bons CDBs é a rentabilidade. A coluna já falou dos três caminhos para investir: banco tradicional, digital ou corretoras.

Compare a rentabilidade no máximo de lugares que puder. Corretoras costumam já ser um bom começo, mas atualmente há sites que fazem essa busca no mercado, como Yubb e App Renda Fixa.

4. Risco

Todos os CDBs recebem uma avaliação de uma empresa terceira que atesta se o investimento é seguro ou não. É o chamado rating.

Quanto maior o risco, maior a chance de o banco ter problemas ao devolver o dinheiro a você.

Cada agência de rating tem um ranking de notas, mas, em geral, se o CDB é classificado com AAA, AA+ ou algo parecido com isso significa que ele é seguro. Se começa a ir para notas C ou nem ter rating, pode ser mais arriscado.

Independentemente do risco do CDB, todo título tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil por instituição financeira, limitado a R$ 1 milhão por CPF caso invista em mais de um CDB.

5. Plataforma

O quinto fator que você deveria olhar é a plataforma do lugar onde vai investir. Muito investidor só olha a rentabilidade, mas depois tem dor de cabeça porque a plataforma fica fora do ar ou então o site é tão confuso que a pessoa não consegue saber ao certo onde achar informações.

Na dúvida, procure instituições com boas plataformas, com atendimento via chat, rápidas e das quais você goste.

Você já investe em CDBs? Comente aqui embaixo ou nas redes sociais do Econoweek (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL