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Ibovespa hoje: Ata do Copom, IPCA-15 e juros nos EUA afetam a Bolsa

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No Brasil, mercado repercute a ata do Copom e a prévia da inflação de setembro. A ata informa que o Copom vai continuar com o corte de 0,5 ponto percentual da Selic nas próximas reuniões. O corte não será maior porque o Comitê avalia que ainda é preciso cautela para segurar a inflação. O IPCA-15 veio com aceleração de 0,35% em setembro. Já na esfera fiscal, destaque para a manifestação enviada ontem (25) pelo governo ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar o teto para pagamento dos precatórios até 2027. O governo quer quitar este passivo por meio de créditos extraordinários.

Futuros americanos caem, puxados por sinalizações sobre os juros. Conforme dito no último dia 20 por Jerome Powell, presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), os juros no país devem permanecer em um patamar mais alto por mais tempo. O ajuste das expectativas do mercado pode ser observado nas taxas dos títulos públicos de 10 anos, que subiram nos últimos dias e chegaram a 4,55%, o maior nível desde 2007. Outro ponto de atenção no país é o impasse entre Republicanos e Democratas, o que pode levar à paralisação do governo americano a partir de 1º de outubro. Em relação aos indicadores econômicos, teremos hoje os dados sobre confiança do consumidor e de venda de casas novas.

Bolsas europeias operam em queda, impactadas pelos juros nos EUA. Os mercados locais estão em um processo de recalibragem das expetativas em relação aos juros no mundo após as sinalizações do Fed. Isso acontece porque os juros nos EUA são um balizador das taxas globais, o que traz um peso sobre o mercado acionário da Europa. Além disso, as preocupações sobre a possível paralisação do governo americano e os problemas no setor imobiliário chinês também seguem no radar dos investidores.

Na Ásia, mercados fecham em baixa, em meio a preocupações na China. Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,11%. O índice Kospi teve queda de 1,31% na Coreia do Sul, o Taiex caiu 1,07% em Taiwan e o Hang Seng recuou 1,48% em Hong Kong. Na China continental, o Xangai Composto registrou queda de 0,43%, enquanto o Shenzhen Composto caiu 0,52%. As notícias negativas sobre o setor imobiliário chinês seguem afetando o mercado acionário do país. Ontem tivemos a notícia de que a incorporadora Evergrande, que vem tendo dificuldades para implementar seu plano de reestruturação, atrasou o pagamento de parte de sua dívida.

Petróleo cai com os receios de que os juros nos EUA afetem a demanda. Há a preocupação de que a valorização do dólar ante as moedas globais e os juros mais altos por um tempo prolongado nos EUA possam diminuir a procura por petróleo. Os preços do minério de ferro na China também seguem a tendência de desvalorização, puxados pela fragilidade do setor imobiliário chinês e pela preocupação com os iminentes cortes na produção de aço no país.

Marfrig agora tem participação de 40% na BRF. Em fato relevante, a BRF anunciou que a Marfrig passou a deter 673.879.961 papéis da companhia, entre ações e ADRs, o que representa uma participação no capital social de 40%. A Marfrig informou que a aquisição tem por objetivo incrementar sua participação acionária na BRF, e não alterar a atual composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia.

Minerva anuncia 13ª emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões. O vencimento dos títulos será em 2028 e 2030. A empresa informou que os recursos serão destinados ao reembolso de gastos, custos e despesas nos 24 meses anteriores à data de encerramento da oferta. Além disso, a companhia informou ter aprovado o protocolo sanitário para abertura do mercado da China para exportação de carne bovina colombiana. A Minerva tem duas plantas produtivas na Colômbia (Bucaramanga e Ciénaga de Oro).

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Banco do Brasil apresenta novo presidente do Conselho de Administração. Dario Carnevalli Durigan foi escolhido para o cargo durante o mandato de 2023 a 2025. Atualmente, Durigan é secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Eletrobras quer antecipar pagamento da 1ª emissão de notas comerciais. A operação soma R$ 6 bilhões. De acordo com a companhia, essa decisão está alinhada com a sua estratégia de gestão de passivos.

Porto Seguro aprova pagamento de R$ 187 milhões em JCP aos acionistas. O valor dos juros sobre capital próprio corresponde a R$ 0,29 por ação. O crédito será feito, em valores líquidos, no próximo dia 28. A partir de 29 de setembro, as ações da companhia não terão direito aos JCP. A data do pagamento aos acionistas será definida pela administração e aprovada na próxima assembleia geral ordinária.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na segunda-feira (25):

Dólar: +0,68%, a R$ 4,966
Euro: +0,15%, a R$ 5,26
B3 (Ibovespa): -0,07%, aos 115.924,61 pontos

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