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Ibovespa hoje: Guerra, petróleo, feriados e indicadores mexem com mercado

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Brasil volta a atenção aos indicadores econômicos e à guerra entre Israel e Hamas. Nesta terça-feira (10), a Fipe vai divulgar o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e a FGV apresentará a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de outubro. Na quarta (11), será a vez do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. O mercado repercute ainda o boletim Focus e a balança comercial. Na agenda política, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa da sessão pública do 33º Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa. Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falará em entrevista à imprensa sobre o lançamento da nova fase do programa Desenrola, para renegociar dívidas de até R$ 5.000.

Nos EUA, os futuros dos principais índices das bolsas americanas operam em baixa. Isso acontece em meio ao feriado do Dia de Colombo, nesta segunda, e à alta do petróleo devido à guerra entre Israel e Hamas, reforçando os temores em relação ao ambiente de juros altos por mais tempo. Na última sexta-feira (6), foram divulgados dados de emprego (payroll), que trouxe a criação de 336 mil vagas, acima expectativa de 170 mil para setembro. A taxa de desemprego seguiu em 3,8%, enquanto os salários subiram 0,2%, somando 4,2% em 12 meses. Alguns dirigentes do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) consideram apropriado que os juros aumentem ainda mais e sejam mantidos em níveis restritivos por algum tempo, para levar a inflação de volta à meta de 2%. A agenda econômica ainda reserva a ata do Fed e o PPI (índice de preços ao produtor, na sigla em inglês) de setembro nos EUA, além da divulgação do CPI (inflação anual ao consumidor). A temporada de balanços corporativos começa nesta terça-feira com a PepsiCo. Na sexta-feira (13), sairão os resultados do JPMorgan, Citi e Wells Fargo.

Bolsas operam sem direção única na Europa. Os investidores avaliam os impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio e repercutem os dados econômicos da região. A produção industrial da Alemanha caiu 0,2% em agosto em relação a julho, segundo o Destatis, mas ainda ficou acima das expectativas. A queda foi menor do que a expectativa do mercado, que previu recuo de 0,5% no período. A produção manufatureira teve alta de 0,5% na comparação mensal de agosto, enquanto o setor de construção teve uma retração de 2,4% no mesmo período. Na comparação anual, a produção geral da indústria alemã recuou 2% em agosto, informou a Destatis. Na agenda econômica da semana, o BCE (Banco Central Europeu) divulga na quinta-feira (12) a ata da última reunião de política monetária.

Na Ásia, as bolsas também fecharam sem norte. Assim como em outras regiões, o continente asiático sente o reflexo da guerra entre Israel e Hamas, além da retomada dos mercados chineses após o feriado da Semana Dourada. O índice Xangai Composto caiu 0,44%, e o Shenzhen Composto teve baixa de 0,09%. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,18%. Em outras partes da Ásia, as bolsas do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan não operaram hoje devido aos feriados locais. A agenda econômica desta semana ainda reserva dados de inflação ao consumidor e ao produtor na quinta-feira.

No mercado de commodities, os preços do petróleo estão em alta. É uma reação à escalada da guerra entre Israel e Hamas. As negociações da commodity ainda serão movimentadas esta semana pelos relatórios mensais da AIE e da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que serão divulgados na quinta e devem elevar as perspectivas da demanda por petróleo no médio e longo prazo. Já o minério de ferro caiu para o nível mais baixo em um mês, depois de ter recuperado 4% durante o feriado da Semana Dourada na China, com o receio de que a estagnação das vendas de casas no país prejudica a demanda pelo produto.

Petrobras perde R$ 6,5 bilhões no Carf e avalia medidas cabíveis. O Conselho de Administração de Recursos Fiscais julgou que a empresa deve pagar o valor bilionário em tributação de empresas controladas e coligadas no exterior. A companhia admitiu como "possível" a expectativa de perda dessa contingência, mas afirmou que a decisão do CARF não "implica provisionamento nas demonstrações da companhia".

Alupar conclui parceria com WEG. A empresa comunicou que celebrou o acordo com operação duas controladas da WEG para a formação de uma parceria societária que tem por objeto a geração de energia por meio da Central Geradora Eólica AW Santa Régia, de sua controlada EAP II.

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Cemig finaliza venda de participação na Baguari Energia. A fatia de 34% foi transferida à Eletrobras Furnas pelo valor total de R$ 421,2 milhões. A companhia não informou o impacto líquido da venda sobre seus resultados.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na sexta-feira (6):

Dólar: +0,31%, a R$ 5,169
Euro: +0,63%, a R$ 5,453
B3 (Ibovespa): +0,78%, aos 114.169,63 pontos

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