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Ibovespa: Varejo no Brasil, Biden em Israel, PIB da China e mais destaques

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No Brasil, o IBGE divulga dados do varejo em agosto. As vendas caíram 0,2%, resultado menos negativo do que a mediana das previsões, que apontava recuo de 0,8%. Ontem, a queda de 0,9% no setor de serviços decepcionou e o Ibovespa, que fechou a sessão no negativo. Dados fortes nos EUA reforçaram os temores de juros altos por mais tempo e resultaram na queda dos ativos de risco globais, que também ajudaram a pressionar o Ibovespa para baixo. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, está em São Paulo para fazer uma palestra em um evento do Credit Suisse. O investidor segue atento e acompanha os desdobramentos da guerra do Oriente Médio.

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em baixa, devido à continuidade do aumento nas taxas de juros. A agenda do dia inclui diversas falas de diretores do Fed (Federal Reserve). Na terça, as vendas no varejo e a produção industrial surpreenderam. Nesta quarta, serão divulgados dados sobre a permissão de novas construções e construção de novos imóveis, ambos referentes a setembro. Os dados de estoques do DoE (Departamento de Energia) serão divulgados às 11h30, e o Livro Bege sai às 15h. Os investidores também acompanham os resultados corporativos do 3º trimestre, com destaque para os balanços do Morgan Stanley e, à noite, Netflix e Tesla. As atenções também se voltam para a guerra no Oriente Médio e para as negociações relacionadas à viagem de Joe Biden, presidente dos EUA, para Israel nesta quarta.

Na Europa, as bolsas abriram de forma mista. Investidores avaliam dados da inflação local e números de crescimento da China, além dos balanços corporativos divulgados nos EUA e aos desdobramentos da crise no Oriente Médio. A inflação ao consumidor (CPI) da Zona do Euro desacelerou para 4,3% em setembro, em relação a 5,2% em agosto, abrindo caminho para uma possível pausa no ciclo de aumentos de juros do BCE (Banco Central Europeu). No Reino Unido, a taxa anual do CPI ficou em 6,7% em setembro, repetindo a variação do mês anterior e contrariando as expectativas de resfriamento, complicando o cenário para o Banco Central da Inglaterra (BOE), que decidiu deixar sua taxa básica inalterada no mês passado.

Na Ásia, dados mostraram que a China cresceu mais do que o esperado no 3º trimestre do ano. O PIB (Produto Interno Bruto) do país teve uma expansão anual de 4,9% no terceiro trimestre de 2023, superando as expectativas de alta de 4,3%. No entanto, os números também indicaram uma forte desaceleração em relação ao 2º trimestre, quando o país cresceu 6,3% na comparação anual. Os números mensais de setembro da indústria tiveram aumento de 4,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado, e as vendas do varejo subiram 5,5% em setembro, na comparação anual, acelerando em relação ao resultado de agosto. Por outro lado, as vendas de moradias na China registraram queda de 3,2% entre janeiro e setembro. O resultado indica uma piora no mercado imobiliário chinês em relação ao retorno anual de 1,5% obtido nos primeiros oito meses de 2023.

Nos mercados chineses, as bolsas fecharam sem uma direção única após a divulgação dos números do PIB. O índice Xangai Composto recuou 0,80%, e o Shenzhen Composto teve queda de 1,49%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,23%, e em Taiwan, o Taiex teve uma queda de 1,21%. Em outras partes da Ásia, o Nikkei japonês ficou praticamente estável em Tóquio, com um ganho marginal de 0,01%, e o sul-coreano Kospi teve um modesto ganho de 0,10% em Seul.

Nas commodities, os preços do petróleo iniciaram o dia em alta. Os números refletem o aumento das ofensivas no Oriente Médio. Enquanto isso, o minério de ferro na bolsa de Dalian teve uma queda de 0,40%, após dados de novas moradias apresentarem uma queda acima do esperado na China.

A Suzano anunciou o aumento de preço na tonelada da celulose a partir de novembro. A companhia vê um cenário de demanda aquecida pelo produto na China, de elevação de encomendas na Europa e de estoques em queda em portos. Os valores vão ser aumentados em US$ 50 a tonelada na China e em US$ 80 na Europa e América do Norte. Com o reajuste, os preços da celulose na Europa vão para uma média de US$ 980 a tonelada, e na América do Norte para US$ 1.170. A companhia não informou o valor final para a China.

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Vale divulgou o seu relatório de produção e vendas do 3º trimestre do ano. A produção da companhia ficou em 86,2 milhões de toneladas métricas de minério de ferro, um avanço de 9,5% em relação ao 2º trimestre deste ano e um recuo de 3,9% sobre o 3º trimestre de 2022. Com esse resultado, a Vale acumula 231,7 milhões de toneladas de minério de ferro em 2023. A projeção para o ano foi mantida em 310-320 milhões de toneladas. Segundo a companhia, a queda em base anual na produção do 3º trimestre se deve à menor produção de minério lavado do complexo de Paraopeba e a menor produção de Serra Norte. Já as vendas de finos e pelotas de minério de ferro aumentaram 6% ano a ano. Foram comercializados os estoques do 1º semestre, enquanto as condições favoráveis do mercado ajudaram a impulsionar os volumes.

A privatização da Sabesp foi enviada à Alesp com urgência pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os detalhes foram apresentados na terça-feira aos deputados estaduais da base aliada. O projeto de lei detalha que a privatização será feita por follow-on (emissão de ações) e o governo do estado de São Paulo vai reduzir sua participação na empresa para uma porcentagem entre 15% e 30%. Ainda assim, o governo vai manter o direito a veto em decisões estratégicas (golden share). A expectativa é aprovar o texto na Alesp até o final de novembro ou início de dezembro, para a oferta pública de ações acontecer a partir de fevereiro. Tarcísio disse que, com a privatização, a empresa poderá investir "R$ 10 bilhões a mais em quatro anos a menos" e atender 1 milhão de pessoas a mais do que estava previsto.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na terça-feira (17):

Dólar: -0,038%, a R$ 5,0348
Euro: +0,094%, a R$ 5,324
B3 (Ibovespa): -0,54%, aos 115.908,43 pontos

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