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Dólar salta 12,15% no acumulado de 2011, na maior alta anual desde 2008

Do UOL Economia, em São Paulo

29/12/2011 17h11Atualizada em 29/12/2011 17h58

O dólar comercial terminou o dia no vermelho nesta quinta-feira (29), quebrando uma sequência de quatro altas diante do maior apetite por risco nos mercados internacionais após dados positivos nos Estados Unidos. Mas a cotação disparou no acumulado do ano, registrando a maior variação desde 2008, ano da crise financeira internacional.

A moeda norte-americana fechou nesta quinta com recuo de 0,27%, vendido a R$ 1,869. No acumulado do ano, o dólar saltou 12,15% frente ao real, a maior alta percentual desde a disparada de 31,29% em 2008, ano em que os mercados financeiros foram abalados pela maior crise financeira desde o pós-guerra. 

No acumulado de dezembro, o dólar registrou valorização de 3,07% em relação ao real. 

O ano contou com importante intervenção do governo no mercado de câmbio, mas com objetivos diferentes. 

Para 2012, perspectivas são de relativa estabilidade

Para o ano de 2012, profissionais do mercado apostam que o mercado de câmbio continuará atrelado aos desdobramentos da crise externa, sobretudo na Europa. 

“Foi um ano bem agitado (2011), e acho que pelo menos no primeiro trimestre de 2012 vamos ter uma indefinição no câmbio", afirmou o diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, atribuindo a falta de tendência para o dólar às incertezas que devem continuar permeando a crise na zona do euro. 

Para Knauer, que trabalha com a perspectiva de um ano "difícil" para os mercados, mas sem ruptura, o dólar pode inclusive ter espaço para cair no segundo semestre, caso as inquietações com a Europa sejam amenizadas e a economia dos Estados Unidos mantenha uma trajetória de recuperação. 

O economista da CM Capital Markets Mauricio Nakahodo acredita que o espaço para desvalorizações do dólar tende a ser limitado no próximo ano, especialmente devido a perspectivas de menores ingressos de recursos em meio à expectativa de continuada queda da Selic, que torna os ativos brasileiros menos atrativos. A Selic está atualmente em 11% e o mercado prevê, com base no relatório Focus, que a taxa possa cair a 9,5% no final de 2012. 

"Além disso, devemos ter menos IED (Investimento Estrangeiro Direto) e o superavit da balança comercial vai ser menor. Tudo isso se traduz em menos fluxo", acrescentou. 

De acordo com o Focus, o mercado estima que o dólar termine o primeiro trimestre de 2012 em R$ 1,80, com o segundo trimestre a R$ 1,78, o terceiro a R$ 1,75, ficando nesse patamar até o final de dezembro. 

(Com informações de Reuters)

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