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Bolsa cai 0,55%, com Petrobras e Vale, e tem menor nível em mais de um mês

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (18) em queda de 0,55%, a 50.561,7 pontos. É o menor nível de fechamento desde 11 de abril, quando havia atingido 50.165,48 pontos.

Essa é a segunda queda seguida da Bovespa. Na véspera, havia caído 1,86%. 

Na semana, a Bovespa acumula perda de 2,40% e no mês, de 6,21%. No ano, no entanto, a alta acumulada é de 16,64%. 

A queda de hoje foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras e da mineradora Vale. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.
 

Petrobras e Vale caem

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, perderam 1,89%, a R$ 9,32.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, caíram 3,15%, a R$ 12,01. As ações foram influenciadas pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional.

As ações preferenciais da Vale (VALE5) também caíram, 3,47%, a R$ 11,97, enquanto as ações ordinárias da Vale (VALE3) fecharam em baixa de 2,78%, a R$ 14,71.

Apesar da alta nos preços do minério de ferro na China, a possibilidade de aumento dos juros nos EUA influenciaram os papéis da mineradora.

Cemig desaba

As ações da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) (CMIG4) lideraram as perdas do Ibovespa. Os papéis desabaram 7,07%, a R$ 5,52.

No radar, estava a previsão de que as sobras de energia contratada pelas distribuidoras de eletricidade devem aumentar no próximo ano e que a Aneel discutirá revisão do modelo do setor.

Eletrobras cai

As ações da Eletrobras, que não fazem parte do Ibovespa, caíram após a empresa não entregar balanços às autoridades dos EUA, levando à suspensão das negociações dos papéis da empresa na Bolsa de Nova York.

As ações ordinárias da Eletrobras (ELET3) fecharam em queda de 0,71%, a R$ 6,95, enquanto as preferenciais (ELET6) tiveram baixa de 2,08%, a R$ 11,75. 

Siderúrgicas perdem

O dia foi negativo também para as siderúrgicas. As ações da Usiminas (USIM5) perderam 6,02%, a R$ 2,03, enquanto as ações da CSN (CSNA3) tiveram baixa de 5,33%, a R$ 7,81.

Os papéis do setor sofreram influência de dados que mostraram que a produção brasileira de aço bruto em abril foi a mais baixa dos últimos oito anos.

Bancos sobem

Já os bancos registraram alta nesta quarta-feira. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,11%, a R$ 18,16

As ações do Bradesco (BBDC4) se valorizaram 0,44%, a R$ 25,17, e as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em alta de 1,55%, a R$ 30,73. 

Dólar sobe 2,05%, a R$ 3,563

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 2,05%, cotado a R$ 3,563 na venda, após duas quedas seguidas.

Na véspera, o dólar havia caído 0,36%. Na semana, a moeda acumula alta de 1,12%; no mês, o avanço é de 3,57%. Já no ano, o dólar tem desvalorização acumulada de 9,75%.

Juros nos EUA

No cenário externo, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, sinalizou a possibilidade de aumento de juros em junho.

"O Fed parece ter feito um esforço ativo para corrigir o pessimismo do mercado, que esperava uma trajetória muito suave (de altas de juros)", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta à agência de notícias Reuters.

Segundo a ata divulgada nesta tarde, o Fed deve elevar os juros em junho se os dados indicarem crescimento econômico mais forte no segundo trimestre, bem como alta da inflação e melhora no emprego.

Altas de juros nos EUA podem atrair para lá capitais atualmente aplicados em mercados mais arriscados e que pagam juros mais altos, como o Brasil. Com menos dólares por aqui, a tendência é de a moeda ficar mais cara.

Bolsas internacionais

Das seis principais Bolsas de Valores da Europa, somente a da Inglaterra fechou quase estável. As demais subiram:

  • Itália: +1,23%
  • Espanha: +0,88%
  • Alemanha: +0,54%
  • França: +0,51%
  • Portugal: +0,07%
  • Inglaterra: -0,03%

As principais Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em queda, exceto a de Taiwan, que subiu:

  • Taiwan: +0,24%
  • Japão: -0,05%
  • Cingapura: -0,14%
  • Coreia do Sul: -0,58%
  • Austrália: -0,74%
  • China: -1,28%
  • Hong Kong: -1,45%

(Com Reuters)

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