Dólar sobe 1,62%, maior alta em três semanas, e fecha a R$ 3,487

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta segunda-feira (13) com alta de 1,62%, a R$ 3,487 na venda. É o terceiro avanço seguido da moeda norte-americana, que havia subido 0,81% na sexta-feira (10). É também a maior alta percentual diária desde 23 de maio, quando o dólar havia subido 1,82%. 

No primeiro mês de governo do presidente interino, Michel Temer, o dólar caiu 0,42% (de R$ 3,446 em 11 de maio para R$ 3,431 na sexta-feira). Temer tomou posse em 12 de maio e a sessão de sexta foi a última antes de o governo interino completar um mês, no domingo.

Cenário internacional

No contexto internacional, investidores estavam preocupados com a possibilidade de o Reino Unido deixar a União Europeia (UE).

Investidores também esperavam a reunião desta semana do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).

"O mercado está na defensiva antes da reunião do Fed, mesmo com pouquíssimas chances de aumento de juros, e nesse pacote entra a questão do Reino Unido", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado à agência de notícias Reuters.

A última pesquisa de intenções de voto mostrou liderança de 10 pontos percentuais da campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia.

Embora outros levantamentos mostrem disputa mais apertada, investidores têm demonstrado preocupação com as implicações econômicas da votação de 23 de junho. Com isso, eles têm preferido investir em negócios mais seguros.

O próprio Fed vem dizendo que o referendo terá papel importante em sua decisão sobre quando voltar a elevar os juros nos Estados Unidos.

Investidores não esperam que isso aconteça nesta quarta-feira (15), quando o banco central norte-americano anuncia sua decisão. Eles, no entanto, preferiam evitar negócios de alto risco antes da divulgação do comunicado e das projeções do Fed.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em países onde as taxas de juros são maiores, como é o caso do Brasil.

BC no mercado de câmbio

No Brasil, investidores mantinham expectativas de que o Banco Central sob a liderança de Ilan Goldfajn deve intervir menos no mercado.

Até então, o BC sob comando de Alexandre Tombini vinha agindo sempre que o dólar recuava abaixo dos R$ 3,50. A ação era interpretada por muitos investidores como uma tentativa de proteger as exportações brasileiras.

Goldfajn recebeu o comando do BC das mãos de Tombini em cerimônia nesta tarde

(Com Reuters)

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