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Dólar fecha quase estável, a R$ 3,271, após BC dos EUA manter taxa de juros

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta quarta-feira (27) praticamente estável, com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 3,271 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 0,72%

Com isso, o dólar acumula valorização de 1,8% no mês. No ano, no entanto, a moeda tem queda acumulada de 17,15%.

Juros nos EUA

O dólar chegou a subir quase 1% ao longo do dia, mas desacelerou após o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) manter a taxa de juros no país na faixa entre 0,25% e 0,5%. A manutenção dos juros já era esperada por analistas.

No entanto, o Fed ressaltou que os riscos de curto prazo à economia dos Estados Unidos diminuíram, o que abre as portas para retomar a alta dos juros ainda neste ano.

"O Fed só confirmou o que o mercado suspeitava: os sustos recentes passaram e agora já é hora de considerar retomar a alta dos juros", disse à agência de notícias Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente aplicados em países onde as taxas de juros são maiores, como o Brasil.

Por outro lado, alguns analistas encaravam a possibilidade de alta nos juros nos EUA como um sinal de confiança na recuperação econômica norte-americana, o que tende a ser positivo para economias emergentes, como o Brasil, no médio prazo.

Estímulos no Japão

Antes da decisão do BC dos EUA, o governo japonês havia anunciado um pacote de estímulos de US$ 265 bilhões à economia do país. O anúncio, feito antes do que o esperado, colaborou para o clima de otimismo no exterior.

O impacto sobre o câmbio, porém, era limitado, segundo analistas, já que não se sabe ainda se o banco central japonês também agirá para sustentar a economia em sua reunião na sexta-feira (29).

Atuação do BC

A cotação do dólar também foi influenciada pela atuação do Banco Central no mercado de câmbio. 

Nesta sessão, foi vendida a oferta total de 10 mil contratos de swap cambial reverso, que equivalem à compra futura de dólares. O BC tem feito esse tipo de intervenção em praticamente todas as sessões no mês de julho. 

(Com Reuters)

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