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Dólar cai 1,5%, a R$ 3,711, e é o menor desde agosto; Bolsa fecha estável

Do UOL, em São Paulo

09/10/2018 17h09Atualizada em 09/10/2018 18h44

O dólar comercial fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo. Nesta terça-feira (9), a moeda norte-americana se desvalorizou 1,47%, cotada a R$ 3,711 na venda, o menor valor de fechamento desde 3 de agosto (R$ 3,707). Na véspera, o dólar caiu 2,35%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, fechou estável, a 86.087,55 pontos, após subir 4,57% na véspera, a maior valorização percentual diária desde 17 de março de 2016 (+6,6%).

Investidores observam as declarações dos candidatos à Presidência e as movimentações de seus partidos, após a euforia inicial com o resultado do primeiro turno.

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Marfrig salta 7,6%, e Estácio tomba 5%

Entre os destaques do Ibovespa, as ações do frigorífico Marfrig dispararam 7,59%, na maior alta do dia, enquanto os papéis da Eletrobras subiram 3,68%, após saltarem 18,31% na véspera. A Petrobras (+1,85%), a mineradora Vale (+1,07%) e o Bradesco (+0,36%) também tiveram ganhos.

Por outro lado, ações da Estácio despencaram 5,01%, na maior perda desta sessão. Itaú Unibanco (-0,52%) e Banco do Brasil (-0,51%) fecharam em baixa.

Mercado animado após 1º turno

O mercado financeiro reagiu de forma positiva aos resultados do primeiro turno porque investidores consideram que Jair Bolsonaro (PSL) pode fazer um governo mais comprometido com o equilíbrio dos gastos públicos do que o petista Fernando Haddad. Além disso, o candidato do PSL declara ser favorável a privatizações e a menos ingerência do estado nas empresas públicas, o que ajuda a impulsionar as ações de estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil.

Além de ter recebido votação expressiva (46,03% dos votos válidos, contra 29,28% de Haddad), Bolsonaro conseguiu transformar o PSL em uma potência parlamentar, com a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, atrás apenas do PT. Isso tornaria mais fácil para aprovar medidas no Congresso.

De olho em movimentações para 2º turno

As declarações dos candidatos à Presidência e as movimentações de seus partidos de olho no segundo turno começam, a partir desta terça, a ocupar os holofotes e a direcionar as movimentações dos mercados.

Passada a euforia com os resultados das urnas no domingo, a Constituição foi o tema de entrevistas dos dois candidatos no "Jornal Nacional", da TV Globo, na noite de segunda-feira (8).

Bolsonaro disse que faltou "um pouco de tato" a seu colega de chapa, o general da reserva Hamilton Mourão. Mourão afirmou publicamente ser favorável à realização de uma Constituinte com a presença de pessoas não eleitas pelo voto, e também a possibilidade de um presidente da República perpetrar um autogolpe.

Haddad, por sua vez, disse que reviu a ideia de uma nova Constituinte e que as mudanças necessárias à Constituição serão feitas por meio de emendas. Também afirmou que o ex-ministro José Dirceu não participa de sua campanha, nem deve participar de seu governo, caso seja eleito.

Atuação do BC

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7.700 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 2,695 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

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