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Bolsa acelera queda após prisão de Temer; dólar opera em alta, a R$ 3,80

Do UOL, em São Paulo

2019-03-21T12:10:41

2019-03-21T17:09:25

21/03/2019 12h10Atualizada em 21/03/2019 17h09

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, opera em queda, enquanto o dólar comercial sobe. Por volta das 16h35, a Bolsa caía 1,21%, a 96.855,82 pontos. No mesmo horário, a moeda norte-americana avançava 0,79%, a R$ 3,796 na venda.

A Bolsa chegou a cair mais de 2% após a notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer no âmbito da operação Lava Jato, aumentando receios de investidores de que o episódio contamine ainda mais o andamento da reforma da Previdência.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Proposta de reforma dos militares

O governo entregou ontem ao Congresso o projeto de reforma da Previdência dos militares, que prevê economia de R$ 10,45 bilhões em 10 anos, bem abaixo dos mais de R$ 90 bilhões que foram divulgados pela equipe econômica anteriormente.

A diferença entre os valores, que se deve à incorporação no projeto de uma reestruturação de carreira e benefícios à categoria, gerou cautela entre investidores e mal-estar entre parlamentares.

BC manteve juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu ontem manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano.

Com isso, a Selic continua em seu menor nível desde que o Copom foi criado, em 1996. A decisão, que foi unânime, foi a primeira com a participação do novo presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Cenário externo influencia

Também na véspera, o Fed (banco central dos Estados Unidos) sinalizou que não promoverá mais altas de juros em 2019, classificou a inflação como "fraca" e rebaixou as estimativas de crescimento dos EUA, mas melhorou o cenário para o mercado de trabalho no longo prazo.

Juros maiores nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente aplicados em economias emergentes, como a brasileira. Com essa migração, a tendência seria de alta do dólar por aqui.

Ainda no exterior, China e Estados Unidos planejam uma nova rodada de negociações para encerrar uma guerra comercial entre os dois países. Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que os EUA podem manter as tarifas sobre bens chineses por um "período substancial" para garantir que Pequim cumpra qualquer acordo comercial, ampliando as incertezas sobre as negociações.

(Com Reuters)

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