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Bolsa sobe 1,93% e atinge maior nível em duas semanas; dólar cai a R$ 3,857

Do UOL, em São Paulo

2019-04-04T17:06:41

2019-04-04T18:14:12

04/04/2019 17h06Atualizada em 04/04/2019 18h14

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,93%, a 96.313,06 pontos, o maior nível em duas semanas (desde 21 de março, quando fechou em 96.729,08 pontos).

O dólar comercial terminou o dia em queda de 0,55%, cotado a R$ 3,857 na venda. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Petrobras, Vale e bancos sobem

Com alta de 3,38%, as ações da Petrobras ajudaram a puxar a Bolsa para cima. Os bancos Bradesco (2,59%), Itaú Unibanco (1,5%) e Banco do Brasil (1,2%) e a mineradora Vale (0,73%) também subiram. Essas empresas têm grande peso no Ibovespa.

Os papéis do grupo educacional Kroton saltaram 6,05% e tiveram a maior alta do dia do índice.

Bolsonaro conversa com partidos

Após tensão nos mercados na véspera, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve uma conturbada passagem pele CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para falar sobre a reforma da Previdência, investidores demonstravam mais otimismo com encontros do presidente Jair Bolsonaro com parlamentares para convidá-los a integrar uma coalizão e reforçar a votação da proposta no Congresso.

Os presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do PSDB, Geraldo Alckmin, que se encontraram com o presidente durante a manhã, afirmaram que podem apoiar a reforma, mas que não devem integrar a base do governo.

O presidente do DEM, ACM Neto, que também esteve com Bolsonaro, classificou a conversa de "um novo momento", e reforçou a necessidade de mudanças na Previdência, embora não tenha se comprometido com o projeto apresentado pelo governo. "É cedo para cravar isso", disse.

Guedes e oposição fortes

Os diálogos fazem parte de um esforço do governo em se reaproximar de outros partidos e fazer a articulação pela Previdência, após os embates pesados entre Paulo Guedes e a oposição na comissão da Câmara ontem.

Em uma apresentação de mais de seis horas, Guedes havia reforçado os gastos altos do país com as aposentadorias e reconheceu que o Congresso poderá mudar a reforma da Previdência em pontos considerados sensíveis. O debate, porém, acabou em bate-boca.

Na avaliação do sócio do grupo Laatus, Jefferson Laatus, a audiência trouxe ao mesmo tempo um sinal positivo, depois que Guedes defendeu e falou bem sobre a reforma, e um sinal negativo, o de que a oposição atuará fortemente contra a proposta.

"Preocupa a ausência de aliados, a gente não viu a Joice [Hasselmann, líder do PSL no Congresso], não vimos o Eduardo Bolsonaro. O sentimento foi de que Guedes foi momentaneamente jogado aos leões", afirmou Laatus.

BC faz leilão

O Banco Central vendeu o lote integral de 5.350 contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, ofertados hoje em operação de rolagem do vencimento maio. Em quatro leilões neste mês, o BC já vendeu US$ 1,070 bilhão de dólares nesses contratos. O lote a expirar em 2 de maio é de US$ 5,343 bilhões.

(Com Reuters)

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Errata: o texto foi atualizado
O nome do presidente do PSD é Gilberto Kassab, e não Geraldo Kassab, como constava na versão anterior deste texto. A informação foi corrigida.

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