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Dólar sobe e fecha a R$ 3,959, maior valor em uma semana; Bolsa cai 0,86%

Do UOL, em São Paulo

02/05/2019 17h11Atualizada em 02/05/2019 17h56

O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,92%, cotado a R$ 3,959 na venda. É o maior valor da moeda norte-americana em pouco mais de uma semana, desde 24 de abril, quando ela valia R$ 3,986. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o dia em queda de 0,86%, a 95.527,62 pontos. É o menor nível também desde 24 de abril, quando a Bolsa atingiu 95.045,43 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Vale cai mais de 2%; bancos sobem

As ações da Vale caíram 2,32% nesta sessão, após o Ministério Público de Minas Gerais entrar com ação civil pública contra a companhia cobrando a reparação integral pelos danos causados na tragédia de Brumadinho. O processo pede que a mineradora apresente garantias financeiras da ordem de R$ 50 bilhões.

As ações da Petrobras encerraram o dia com perdas de 1,4%, acompanhando a queda no preço do petróleo nos mercados internacionais.

Por outro lado, os bancos Itaú Unibanco (0,68%) e Banco do Brasil (0,22%) fecharam em alta, enquanto as ações do Bradesco (0,06%) ficaram praticamente estáveis. Essas empresas têm grande peso no Ibovespa.

Juros nos EUA

O mercado reagia a notícias do exterior. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve a taxa de juros do país entre 2,25% e 2,5% ao ano. A decisão já era esperada, mas o Fed surpreendeu ao indicar que não deve fazer alterações nos juros este ano, contrariando investidores que apostavam em uma redução da taxa.

Quando os Estados Unidos sobem seus juros, investimentos lá passam a render mais, e países emergentes como o Brasil tendem a ter maior dificuldade para atrair e manter investidores estrangeiros. Por outro lado, quando a taxa dos EUA cai, investidores procuram melhores rendimentos em economias como a brasileira.

Espera por avanço na Previdência

No Brasil, agentes do mercado seguem monitorando avanços na tramitação da reforma da Previdência, atualmente na comissão especial da Câmara dos Deputados. Na terça-feira, o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), afirmou que ainda "baterá o martelo" no cronograma com partidos, mas que pretende votar o texto na comissão em junho.

"Não tem nada [que influencie o mercado por aqui], então ficamos vulneráveis ao cenário político, a alguma declaração que eventualmente pode trazer um desconforto. Como a comissão especial começa semana que vem, não tem o que fazer a não ser esperar", disse à agência de notícias Reuters o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

(Com Reuters)

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