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Bolsa sobe 1,26%, na maior alta em uma semana; dólar cai e fecha a R$ 3,883

Do UOL, em São Paulo

2019-06-06T17:14:12

2019-06-06T17:48:59

06/06/2019 17h14Atualizada em 06/06/2019 17h48

O dólar comercial terminou o dia em queda de 0,33%, cotado a R$ 3,883 na venda. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,26%, a 97.204,85 pontos. Foi o maior avanço diário em pouco mais de uma semana, desde 28 de maio, quando a Bolsa subiu 1,61%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Principais ações sobem

Puxaram o resultado da Bolsa as ações da Petrobras, que subiram 1,62%, e as da Vale, que ganharam 0,85%. Também avançaram os bancos Banco do Brasil (2,54%), Bradesco (2,19%) e Itaú Unibanco (1,05%).

Essas empresas têm grande peso no Ibovespa.

Maior sintonia entre os Poderes

Investidores seguem atentos à agenda de votações de importantes projetos econômicos no Congresso Nacional e no STF (Supremo Tribunal Federal).

O STF retomou hoje o julgamento para determinar se o governo pode decidir sozinho pela privatização de estatais ou se a operação precisa ser aprovada também pelo Congresso. A sessão ainda não tinha terminado quando o mercado fechou.

Independentemente do impacto das votações para o governo, analistas veem como positiva a agilidade com que os Poderes têm debatido as pautas consideradas mais importantes. Essa avaliação ajuda a trazer investidores de volta, inclusive estrangeiros, e a baixar o preço do dólar, que chegou a bater R$ 4,10 em maio, no maior nível do ano.

"O que realmente devolveu o preço do dólar ao real foi a movimentação do governo e a aprovação das MPs que tinha que aprovar. Não pelas MPs em si, mas [por] mostrar ao mercado que o governo aprendeu a fazer acordos", disse Rodrigo Franchini, da assessoria de investimentos Monte Bravo.

Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Orçamento Impositivo, e os parlamentares marcaram para a próxima semana a reunião que deve discutir a liberação de R$ 248,9 bilhões em créditos extras para que o governo possa pagar suas despesas.

No início da semana, foi aprovada no Senado a MP (Medida Provisória) do pente-fino do INSS, que busca combater fraudes no sistema.

Cautela no exterior

No exterior, as atenções estão focadas nos desdobramentos da guerra comercial dos Estados Unidos com países como a China e, mais recentemente, o México.

O presidente norte-americano, Donald Trump, já anunciou a intenção de aumentar tarifas sobre produtos importados de ambos os países, o que pode ter grande impacto nas exportações globais.

Por outro lado, crescem as expectativas de que tanto os EUA quanto a União Europeia podem baixar os juros, o que ajuda a levar algum otimismo aos mercados internacionais.

Juros mais baixos são uma maneira de estimular o consumo e o crescimento econômico. Por outro lado, taxas mais baixas nos EUA e na UE significa, também retornos menores de aplicações nesses lugares, o que tende a estimular mais investimentos em outros destinos, como o Brasil.

Atuação do BC

O BC vendeu todos os 5.050 contratos de swap cambial tradicional ofertados em rolagem do vencimento julho.

Em 26 operações, o BC já rolou US$ 6,565 bilhões, de um total de US$ 10,089 bilhões a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de US$ 68,863 bilhões.

(Com Reuters)

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