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Bolsa sobe 4% na semana e bate recorde pelo 2º dia; dólar cai a R$ 3,824

Do UOL, em São Paulo

2019-06-21T17:08:24

21/06/2019 17h08

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou o dia em alta de 1,7% e bateu novo recorde, a 102.012,64 pontos. Com isso, a alta acumulada na semana foi de 4,05%. Na quarta-feira (19), véspera de feriado, o índice fechou acima dos 100 mil pontos pela primeira vez.

Apesar do marco, o recorde é apenas nominal. Considerando a inflação, a Bolsa ainda está longe do nível registrado em 2008.

O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,68%, a R$ 3,824 na venda. Foi a terceira baixa seguida, e o menor valor da moeda desde 21 de março (R$ 3,80). Na semana, a moeda americana acumulou queda de 1,93%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Ajuste após feriado

O mercado foi influenciado hoje pelo cenário externo, após ter ficado fechado na véspera por causa do feriado. Na quarta-feira, o Banco Central dos EUA não modificou a taxa de juros, assim como o BC brasileiro, que manteve a taxa em 6,5% ao ano pela décima reunião consecutiva.

Segundo economistas, a sinalização é de que cortes de juros só ocorrerão após uma possível aprovação da reforma da Previdência pela Câmara, o que, de acordo com algumas estimativas, pode ocorrer em julho.

Sobre a reforma, a expectativa é que a votação na comissão especial ocorra logo após o encerramento das discussões, conforme disse o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), presidente da comissão, na quarta-feira.

A sexta-feira foi marcada por poucos negócios após o feriado. Investidores voltavam atenções para o exterior, onde há cautela após escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã.

O jornal The New York Times reportou que o presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou ações militares contra a república islâmica em retaliação pela derrubada de um drone de monitoramento, mas depois voltou atrás.

"O que justifica o dólar aqui não ter valorizado mais é que ele ainda está precificando o dia de ontem... que aqui ficou inoperante e lá fora o dólar caiu, ainda influenciado pelas decisões de política monetária dos EUA", afirmou o analista de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho.

(Com Reuters)

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