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Dólar fecha em alta de 1,1%, a R$ 3,89; Petrobras avança 3,6% e puxa Bolsa

Do UOL, em São Paulo

02/08/2019 17h14

O dólar comercial fechou em alta de 1,14%, cotado a R$ 3,892 na venda. Foi a quinta valorização seguida da moeda e o maior valor em mais de mês, desde 17 de junho (R$ 3,901). Com isso, valorização acumulada na semana é de 3,13%, a terceira seguida. É o maior avanço semanal desde 17 de maio (4%).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,54%, a 102.673,68 pontos. Na semana, o índice acumulou queda de 0,14%. Foi a quarta desvalorização semanal seguida. As ações da Petrobras subiram 3,59% hoje após a estatal divulgar na noite de ontem um lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre, o maior de sua história.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Petrobras tem lucro recorde

O lucro da Petrobras no segundo trimestre foi 368% maior do que o registrado no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro subiu 87%.

O aumento no ganho se deve, principalmente, à venda da TAG, empresa que opera gasodutos no Norte e Nordeste.

Tensão entre EUA e China

No exterior, investidores estavam de olho no novo aumento das tensões comerciais entre EUA e China.

Ontem, o presidente norte-americano, Donald Trump, surpreendeu os mercados financeiros ao dizer que planeja aplicar taxas a partir de 1º de setembro, em um fim abrupto na trégua na guerra comercial entre os dois gigantes. A China disse que vai reagir.

De acordo com analistas da XP Investimentos, a medida pode impactar o Brasil de duas maneiras: com crescimento menor, "mas difícil de estimar e provavelmente muito marginal" e com possibilidade de novos cortes de juros aqui se o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) "acelerar seu passo de cortes, dado que a economia pode ser comprometida com a retaliação à China".

Na avaliação do economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, o efeito da nova rodada de tarifas sobre emergentes, mais notadamente o real, é mais negativo do que positivo. Os riscos se sobrepõem a qualquer efeito positivo eventual de corte de juros pelo Fed, que ainda é incerto, segundo ele.

Retomada no Congresso

No Brasil, investidores se preparam para a retomada dos trabalhos no Congresso após o período de recesso parlamentar. A expectativa é que a votação em segundo turno da reforma da Previdência ocorra na próxima semana.

(Com Reuters)

Entenda como funciona o câmbio do dólar

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