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Dólar volta a fechar abaixo de R$ 4 e Bolsa bate novo recorde, de virada

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

30/10/2019 17h03Atualizada em 30/10/2019 18h04

Resumo da notícia

  • Dólar operou maior parte do dia em alta, e Bolsa, em baixa
  • Tendência mudou após banco central dos EUA cortar os juros
  • Dólar comercial fechou em queda de 0,40%, a R$ 3,987 na venda
  • É menor valor de fechamento desde 13/8 (R$ 3,967)
  • Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,79%, aos 108.407,54 pontos, novo recorde

O dólar comercial operou a maior parte do dia em alta, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, em baixa, mas a tendência se reverteu no meio da tarde, após a decisão do banco central dos EUA de cortar os juros por lá. O mercado ainda aguardava a decisão do BC brasileiro sobre os juros por aqui.

O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,40%, a R$ 3,987 na venda, novamente abaixo de R$ 4, seguindo o movimento da moeda no exterior É o menor valor de fechamento desde 13 de agosto, quando a moeda fechou cotada a R$ 3,967.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o dia em alta de 0,79%, aos 108.407,54 pontos, nova pontuação máxima de fechamento.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Juros nos EUA e no Brasil

Confirmando as expectativas do mercado, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, mas adotou um tom que foi interpretado pelos investidores como sinal de pausa no ciclo de cortes de juros.

No Brasil, o BC anuncia nesta quarta a decisão sobre juros, com o mercado amplamente apostando em um corte de 0,50 ponto percentual, para 5% ao ano.

"O que o mercado espera é um sinal efetivo sobre o final do ciclo de flexibilização, que pode terminar em 4%", afirmou Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

No plano político, repercutiu a notícia que um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco entrou no condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa no Rio de Janeiro, dizendo que iria à casa do então deputado, mas na verdade foi para a casa do ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018.

"Embora tenham passado um pouco do padrão dos 'ruídos' anteriores, não se sabe se haverá algum respingo no mercado", informou a Terra Investimentos em nota a clientes.

(Com Reuters)

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