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Dólar cai para R$ 4,301, após atuação do BC; é a 1ª semana de queda do ano

Cris Fraga/Estadão Conteúdo
Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

14/02/2020 17h01Atualizada em 14/02/2020 19h10

O dólar comercial caiu pelo segundo dia seguido, fechando o dia em baixa de 0,79%, cotado a R$ 4,301 na venda, após nova intervenção do Banco Central no mercado de câmbio (leia mais abaixo). É o maior recuo percentual diário desde 3 de fevereiro, quando o dólar caiu 0,86%.

Na semana, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 0,46% frente ao real. É a primeira vez no ano que o dólar termina uma semana em queda.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também recuou neste pregão. O indicador fechou a sessão em queda de 1,11%, aos 114.380,71 pontos, mas encerrou a semana em alta acumulada de 0,54%.

Em 2020, porém, o Ibovespa soma desvalorização de 1,09%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Nova atuação do BC

Ontem, um dia depois de o dólar bater seu recorde nominal (sem considerar a inflação) histórico, o Banco Central vendeu contratos de swap cambial para tentar segurar a alta da moeda. Foi a primeira injeção líquida de dólares via swaps cambiais em um ano e meio.

Desde agosto de 2018 a autoridade monetária não fazia esse tipo operação. Naquele mês, o BC vendeu um total de US$ 1,5 bilhão nesses ativos.

Na sessão de hoje, o BC voltou a leiloar contratos de swap, desta vez equivalentes a US$ 1 bilhão, para evitar mais alta do dólar.

De olho na China

Investidores estavam de olho na China, em dados sobre os casos de coronavírus e nas negociações comerciais com os EUA.

A Correparti Corretora disse à agência de notícias Reuters que, "apesar da revisão para cima do número de casos de coronavírus [na China], em função da mudança de metodologia de contabilização da doença, os investidores aguardam com otimismo a redução de tarifas da China sobre produtos norte-americanos."

O corte de impostos é resultado da primeira fase do acordo assinado entre EUA e China. Por meses, os dois países travaram uma guerra comercial que abalou os mercados e levantou temores de uma nova recessão global.

*Com Reuters

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