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Bolsa dispara 10%; dólar opera em baixa, vendido perto de R$ 5,09

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

24/03/2020 09h24Atualizada em 25/03/2020 17h14

O dólar comercial operava em queda e a Bolsa disparava nesta terça-feira (24). Por volta das 16h18, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 10,21%, a 70.058,87 pontos. Ontem, o índice caiu mais de 5% e atingiu o menor nível desde 10 de julho de 2017.

No mesmo horário, o dólar registrava baixa de 1,01%, a R$ 5,087 na venda, após fechar em alta de 2,21%, a R$ 5,138 na venda, ontem.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Banco centrais anunciam estímulos à economia

Investidores estavam mais otimistas após diversos bancos centrais pelo mundo, incluindo o brasileiro, anunciarem medidas de estímulo à economia em resposta à pandemia de coronavírus.

Entre as medidas, a mais importante foi a do Federal Reserve (o banco central norte-americano), que disse ontem que pela primeira vez vai apoiar compras de títulos corporativos, respaldar empréstimos diretos a empresas e ampliar suas compras de ativos por quanto tempo for necessário para estabilizar os mercados financeiros.

Embora medidas como essa não mitiguem imediatamente os impactos provocados pela pandemia de coronavírus, elas vão colocar mais dólares nos mercados mundiais, permitindo que empresas, fundos, e bancos tenham acesso a dinheiro para pagar credores, fornecedores e investidores finais.

Governo vai ajudar estados e municípios

No Brasil, o governo divulgou no fim do dia um plano de R$ 88,2 bilhões em ajuda a estados e municípios, atendendo parte do pedido feito por governadores e prefeitos para conseguirem arcar com despesas de saúde e com os impactos econômicos do coronavírus.

Questões políticas também permanecem no radar, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmando que o combate ao novo coronavírus é o "inimigo comum" que tem com os governadores, mas destacou que o efeito colateral da pandemia no país pode ser enfrentado.

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