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Bolsa salta 2,57% e dólar fica estável, a R$ 5,391, após Biden e vacina

Do UOL, em São Paulo

09/11/2020 17h24Atualizada em 09/11/2020 18h42

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, saltou 2,57%, a 103.515,16 pontos, nesta segunda-feira (9), após a vitória de Joe Biden nas eleições nos EUA e notícias positivas sobre a vacina da Pfizer contra a covid-19. O índice alcançou o maior nível desde 6 de agosto (104.125,64 pontos).

O dólar comercial fechou praticamente estável, com leve queda de 0,04%, vendido a R$ 5,391. É o menor valor de fechamento do dólar desde 18 de setembro (R$ 5,377).

Sexta-feira (6) o dólar comercial caiu 2,74% e fechou vendido a R$ 5,393. A Bolsa teve alta de 0,17%, fechando a 100.925,109 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Vacina e eleições nos EUA

A Pfizer disse nesta segunda-feira que a vacina experimental contra covid-19 que está desenvolvendo com a BioNTech mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença com base em dados iniciais de um estudo amplo.

No sábado, Biden venceu a eleição para a presidência dos EUA, após uma dura campanha eleitoral e prometeu que trabalhará para unificar um país profundamente dividido, mesmo com Donald Trump se recusando a aceitar a derrota.

Os mercados internacionais pareciam otimistas, principalmente diante da expectativa de que a gestão de Biden poderá gerar mais gastos na maior economia do mundo, além de abrandar sua retórica comercial.

Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, disse à agência de notícias Reuters que, diante de um cenário de clara vitória de Biden, há a possibilidade de aprovação mais rápida de novas medidas de apoio econômico, embora as chances de um Senado de maioria republicana possam representar um obstáculo à agenda da próxima administração norte-americana.

"Um cenário mais propenso a aumento de gastos geraria forte desvalorização do dólar por aumento de oferta da moeda nos Estados Unidos", disse.

Dólar despencou a quase R$ 5,20

O dólar passou grande parte desta segunda em queda e chegou a despencar a R$ 5,225, na mínima do dia, diante de grande otimismo dos mercados internacionais.

Durante a tarde, porém, a queda diminuiu e a moeda passou a operar com grande volatilidade.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, disse que isso aconteceu porque "o mercado em euforia em relação (à vitória de) Biden acabou derrubando o dólar, e, no patamar próximo a R$ 5,20, acabaram por aparecer muitos compradores."

Ele acrescentou que é natural que haja movimentos de ajuste diante de uma perda tão acentuada na divisa norte-americana, com os agentes do mercado "tentando procurar um meio-termo e recompor algum exagero nessa queda".

Preocupação com gastos no Brasil

No Brasil, a pauta fiscal continuava no radar dos investidores, em meio a temores de que o governo possa furar seu teto de gastos ao tentar conciliar um Orçamento apertado para o ano que vem ao financiamento de um novo programa de assistência social.

O vice-presidente do país, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira que tudo indica que o Congresso não vai votar o Orçamento de 2021 ainda este ano e que isso poderá afetar a nota do Brasil nas agências de classificação de risco.

Otávio Aidar, estrategista-chefe e gestor de moedas da Infinity Asset, disse à Reuters que essa notícia também colaborou para uma recuperação no dólar nesta segunda-feira em relação às mínimas do dia.

"De novo as questões fiscais do Brasil voltaram a pesar, e o mercado quer mais clareza", comentou, destacando que o arcabouço fiscal piorou muito depois da última crise mundial, fator que está chamando a atenção dos investidores em meio às consequências da pandemia de covid-19.

(Com Reuters)

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