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Ação do Carrefour fecha em alta de 0,49% após morte de homem negro em loja

19 nov. 2020 - Manifestantes se concentram em frente ao supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, onde um homem negro foi espancado e morto por dois seguranças brancos - Gustavo Aguirre/TheNews2/Estadão Conteúdo
19 nov. 2020 - Manifestantes se concentram em frente ao supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, onde um homem negro foi espancado e morto por dois seguranças brancos Imagem: Gustavo Aguirre/TheNews2/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

20/11/2020 16h23Atualizada em 20/11/2020 18h32

As ações do Carrefour fecharam em alta de 0,49%, cotadas a R$ 20,39. É o sexto dia seguido de alta das ações da rede de supermercados.

Na noite de ontem, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, morreu em uma loja do Carrefour, na zona norte de Porto Alegre, após ser espancado por dois seguranças —um deles, PM temporário, fora de serviço.

Os papéis do Pão de Açúcar, concorrente do Carrefour, também fecharam em alta, saltando 4,55%, a R$ 73.

Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o dia em queda de 0,59%, a 106.042,48 pontos.

Agressão na véspera da Consciência Negra

João Alberto Silveira Freitas teria discutido com a caixa do estabelecimento e foi conduzido pelos segurança da loja até o estacionamento, no andar inferior. Durante o percurso, acompanhado por uma funcionária do Carrefour, Freitas teria desferido um soco contra o PM, segundo afirmou a trabalhadora, em depoimento à polícia.

"A partir disso, começou o tumulto, e os dois o agrediram na tentativa de contê-lo. Eles [o PM e o segurança] chegaram a subir em cima do corpo dele, colocaram a perna no pescoço ou no tórax", disse o delegado plantonista Leandro Bodoia.

Vídeos do espancamento circulam nas redes sociais. A cena vem sendo comparada ao que aconteceu com George Floyd, que morreu sufocado por policiais nos Estados Unidos.

Os agressores foram presos, suspeitos de homicídio doloso.

(Com Reuters)

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