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Bolsa cai 1,10% e tem menor patamar desde dezembro; dólar vai a R$ 5,364

Do UOL, em São Paulo

21/01/2021 17h22Atualizada em 21/01/2021 18h50

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, registrou hoje o menor patamar desde 23 de dezembro. A Bolsa terminou o dia com 118.328,99 pontos, uma queda de 1,10% em relação a ontem.

Assim, o índice teve a sua menor pontuação neste ano. Em 23 de dezembro, o Ibovespa atingiu 117.806,85 pontos.

As ações da B2W lideraram os ganhos na Bolsa, com 2,64% de alta. Na outra ponta, os papéis da Eletrobras caíram 6,15%.

Ontem (20), o índice teve queda de 0,82% aos 119.646,40 pontos.

O dólar comercial fechou hoje (21) em alta de 0,99% ante o real, cotado a R$ 5,364 na venda. Mais cedo, o dólar chegou a cair quase 1,5% ante o real, mas houve uma reversão no quadro e a moeda americana passou a subir.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (20), a moeda norte-americana caiu 0,63% ante o real, cotado a R$ 5,312 na venda.

Influenciado pelo ambiente externo positivo e pela leitura de que o Banco Central se encaminha para subir a Selic, o dólar começou o dia em queda, chegou a cair 1,49%, mas foi se recuperando e terminou subindo quase 1%.

Agentes do mercado disseram que declarações do candidato à presidência do Senado Federal Rodrigo Pacheco (DEM-MG) de que haverá discussão sobre nova ajuda a famílias na primeira semana do novo comando do Congresso e de que será preciso sacrifício de premissas econômicas para manter o socorro pressionaram os ativos financeiros. Pacheco é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O agravamento da pandemia em meio à percepção de desorganização no governo tem tido efeitos sobre a popularidade do presidente Bolsonaro e, por sua vez, alimentado temores no mercado de criação de mais despesas —o que ameaçaria o teto de gastos, visto pelo mercado como âncora fiscal do país, o que vem influenciando dólar e Bolsa por aqui.

"As apostas contra o real estão aumentando nos mercados. Ninguém quer pegar o Brasil, até porque não tem nenhuma regra que oriente a política fiscal", disse um profissional de um grande banco estrangeiro à Reuters.

Esse profissional comentou que mesmo a interpretação do comunicado do Copom, que manteve a Selic em 2% ao ano, tem sido dispersa entre analistas.

Segundo ele, há quem tenha entendido que o Bacen, por não aumentar o juro agora nem sinalizar alta na reunião de março, "vai incorrer no risco de mais depreciação do real".

O real saiu do melhor desempenho global da sessão para ocupar a ponta de baixo, descolando da grande maioria de seus pares, enquanto o índice do dólar recuava 0,26%. Investidores apostam que um grande pacote de estímulo nos EUA sob o governo Joe Biden e o apoio dos bancos centrais globais amortecerão danos econômicos causados pelo choque do coronavírus.

(Com Reuters)

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