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Dólar fecha em forte queda de 3,29%, cotado a R$ 5,327; Bolsa cai 0,78%

Do UOL, em São Paulo

26/01/2021 17h22Atualizada em 26/01/2021 18h41

O dólar comercial fechou hoje (26) em queda de 3,29% ante o real, cotado a R$ 5,327 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (25), a moeda norte-americana teve alta de 0,53% ante o real, cotado a R$ 5,508 na venda, na maior cotação desde o dia 5 de novembro, quando alcançou R$ 5,545.

Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em baixa hoje (26). O índice teve queda de 0,78% aos 116.464,06 pontos, na menor cotação desde o dia 22 de dezembro do ano passado, quando atingiu 116.636,18 pontos;

As ações da Br Distribuidora lideraram os ganhos na Bolsa, com 9,57% de alta. Na outra ponta, os papéis da Eletrobras caíram 9,69%.

Ontem (25), a Bolsa não operou devido ao feriado na cidade de São Paulo. Já na semana passada, a Bolsa acumulou desvalorização de 2,47%

O real chegou a liderar os ganhos nos mercados globais de câmbio em dia de forma geral positivo para ativos de risco no mundo, enquanto no Brasil o mercado reagia a declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre importância de o governo cumprir as regras fiscais e da entrada do setor privado no processo de vacinação.

Em evento promovido pelo Credit Suisse, Bolsonaro mudou o tom e defendeu a vacinação contra a covid-19 como forma de fazer a economia brasileira voltar a funcionar, em comentários alinhados aos feitos ontem por Guedes.

Ambos defenderam proposta feita por empresários brasileiros de comprar vacinas para imunizar seus funcionários e também doar parte ao SUS (Sistema Único de Saúde). Bolsonaro disse ainda que o governo manterá o compromisso com o teto de gastos e não irá transformar em permanentes medidas temporárias criadas para combater a pandemia de covid-19.

Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real nos últimos tempos é o juro em patamar muito baixo, que deixa a moeda mais vulnerável a operações de hedge ou de financiamento para apostas em outras divisas.

Em seis sessões até a sexta-feira passada, o dólar saltou 5,10%, com o real liderando as perdas no mundo enquanto investidores embutiam nos preços potenciais repercussões econômicas e fiscais do agravamento da pandemia e da queda de popularidade do presidente da República.

Hoje (26), o real era amparado ainda pelo clima positivo no exterior, onde moedas emergentes tinham firme valorização. A ata da última reunião de política monetária do Banco Central, divulgada mais cedo, também era citada como fator de apoio ao câmbio.

Já na Bolsa, a saída do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, ainda causa desconfiança nos agentes do mercado em relação a capacidade do governo Bolsonaro em manter uma agenda de privatizações.

Não à toa, as ações da Eletrobras amargaram a maior queda do pregão, enquanto os papéis da BR Distribuidora, para onde Wilson vai, lideraram os ganhos.

(Com Reuters)

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