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Dólar cai 1,74%, a R$ 5,355, e Bolsa sobe 0,61%, após eleições no Congresso

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

02/02/2021 17h24Atualizada em 02/02/2021 18h36

O dólar comercial fechou hoje (2) em queda de 1,74% ante o real, cotado a R$ 5,355 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ontem (1), a moeda norte-americana teve queda de 0,45% ante o real, cotado a R$ 5,450 na venda.

Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta hoje (2). O índice subiu 0,61% aos 118.233,81 pontos.

As ações da B2W lideraram os ganhos na Bolsa, com 7,43% de alta. Na outra ponta, os papéis da Bradespar caíram 5,71%.

Ontem (1), o índice subiu 2,13% aos 117.517,57 pontos.

Os agentes do mercado estiveram atentos as repercussões das eleições no Congresso, depois que Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) venceram as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, elevando as perspectivas de retomada da agenda de reformas do governo de Jair Bolsonaro.

Lira, candidato apoiado pelo governo, foi eleito com larga vantagem em primeiro turno, dando fôlego ao governo para tocar sua pauta prioritária e ainda alguma garantia diante dos cerca de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Ao assumir, ele defendeu uma pauta emergencial, atenção à responsabilidade fiscal e à questão social.

Ao prometer união, Lira agradeceu seu principal adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), mas em seguida destituiu o bloco que havia dado sustentação ao emedebista, alegando que seu registro ocorreu após o prazo limite predeterminado, atitude que pegou de surpresa boa parte do plenário e pode acirrar os ânimos na Casa.

Já no Senado, Rodrigo Pacheco — em seu primeiro mandato na Casa — também foi eleito com amplo apoio político. Ele prometeu um esforço para conduzir pautas de interesse do Poder Executivo, mas ressalvou que exigirá uma atuação independente e que também buscará diálogo com as demais instituições.

O senador defendeu a responsabilidade fiscal e o respeito ao teto de gastos, dizendo buscar uma "conciliação matemática com fundamentos econômicos".

"Já tramitam na Câmara e no Senado a proposta de reforma tributária, a proposta de reforma administrativa. Quando eu falo que elas têm que ser apuradas e avaliadas sem atropelos, é porque, de fato, há um devido processo legislativo que precisa ser cumprido, até para evitar vícios na aprovação dessas reformas", explicou Pacheco em entrevista à CNN Brasil.

Pacheco afirmou ainda que irá se encontrar com a equipe do ministro de Economia, Paulo Guedes. "O que eu vou propor fazer já nesta semana é uma reunião com a equipe econômica do governo federal para entendermos quais fundamentos econômicos nós temos para compatibilizar esses dois interesses, a responsabilidade fiscal e a necessidade de atender as pessoas Brasil afora", anunciou.

(Com Reuters)

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